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domingo, 9 de outubro de 2011

Cícero celebra gols e titularidade no São Paulo

Kaue Freitas




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Por Rubens Chiri / saopaulofc.net




Cícero está jogando onde gosta. E, como terceiro homem de meio de campo, o camisa 16 vem se consolidando entre os titulares da equipe do São Paulo. Com isso, os gols também estão aparecendo e ajudando o Tricolor a conquistar seus objetivos na temporada.


"Já estava com uma regularidade, mas comecei a jogar ali na minha. Meu futebol cresceu e espero manter. Quero crescer cada vez mais com a camisa do São Paulo", disse Cícero.


Desde que chegou ao Tricolor, Cícero disputou 20 partidas. E todos os cinco gols marcados por ele foram feitos quando o jogador iniciou um jogo. Tudo começou diante do Avaí. Na vitória por 2 a 1, na Ressacada, Cícero fez os dois gols do triunfo são-paulino.


Na sequência, o são-paulino também deixou sua marca nas vitórias sobre o Ceará (3 a 0) e Figueirense (2 a 1), além do empate com o Cruzeiro em 3 a 3, na última quarta-feira. Feliz com o desempenho, Cícero espera seguir entre os titulares e marcando os seus gols.


"Gol pesa para um jogador, mas o treinador sempre vê o que é melhor para a equipe, independente de gol ou não. Vê se você está rendendo para o time...", completou o camisa 16.


Na próxima quarta-feira, Cícero reencontra o adversário de sua estreia pelo São Paulo. Na vitória sobre o Internacional por 3 a 0, no Beira-Rio, o jogador entrou no segundo tempo. Um turno depois, o são-paulino se diz tranquilo no clube.


"Estou me sentindo bem. Naquele jogo eu estava muito tempo parado e entrei por poucos minutos. Agora muita coisa mudou. O prestígio já começa a ser maior, pelas atuações e gols. Mas nosso momento na tabela precisar melhorar", concluiu Cícero.

Juan se firma no time são-paulino: 'Eu não gosto de dar migué', diz







Um dos reforços do São Paulo neste ano, o lateral-esquerdo Juan pode ser considerado um dos homens de ferro do Tricolor na temporada. Nenhum jogador de linha atuou mais que o lateral-esquerdo em 2011. Foram 52 apresentações e três gols marcados. No elenco hoje comandado por Adilson Batista, somente Rogério Ceni atuou mais vezes (58) - o que é absolutamente normal, por se tratar de um goleiro.



Juan diz que tem dois segredos para ter evitado lesões desde que chegou ao novo clube: treinar forte todos os dias e cuidar da alimentação.


- Eu não gosto de dar migué nos treinos. Quando tem trabalho físico, ninguém gosta de fazer, mas eu sei que é essencial para conseguir manter uma regularidade. Além do mais, tomo muito cuidado com a alimentação - disse Juan.


- Gosto muito de refrigerante, pizza e churrasco, mas deixo isso mais para as férias. É claro que você abre uma exceção de vez em quando. Mas o que você come terá influência direta no seu rendimento em campo – emendou o atleta.


Juan, do São Paulo (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)


Juan é o segundo jogador do São Paulo com mais partidas no ano (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)

O lateral vem crescendo de produção nas últimas partidas do São Paulo. Tanto que marcou dois gols de cabeça, o que para um jogador de 1,68m significa bastante. Ele credita sua evolução ao técnico Adilson Batista, que modificou a sua maneira de atuar em relação ao que Paulo César Carpegiani vinha fazendo.


- Cada treinador tem a sua maneira de trabalhar e eu respeito. Mas com o Adilson, eu ganhei mais liberdade. Ele está sabendo aproveitar melhor as minhas qualidades. Aos poucos, estou evoluindo e conseguindo mostrar por que vim para o São Paulo. Sempre fui um cara vencedor na carreira e tenho certeza de que isso vai continuar aqui – disse Juan.


Quando o time não vai bem em campo, Juan é um dos atletas mais cobrados pela torcida, especialmente nos jogos realizados no Morumbi. Mas não isso não altera o jeito de o camisa 6 atuar.























JogadorJogos em 2011
Rogério Ceni58
Juan52
Carlinhos Paraíba50
Jean49
Dagoberto48

- No futebol, se você não tiver personalidade, você não aguenta a cobrança. O fato de ter jogado no Flamengo me ajudou demais porque eles também cobram bastante por lá. Além do mais, hoje sou um cara experiente e sei que o torcedor é passional e quer ver o time vencer, independentemente do adversário ou do que ocorreu nos 90 minutos. Eu consigo entender isso. É natural do brasileiro sempre querer achar um culpado – ressaltou.


Juan só não tem mais jogos disputados na temporada porque já cumpriu três vezes a suspensão automática no Campeonato Brasileiro. Até agora, são 11 cartões amarelos, marca considerada elevada pelo próprio jogador.


- Isso nunca havia acontecido na minha carreira. Estou procurando me cuidar, tentando antecipar a marcação para não fazer faltas e evitando reclamar com a arbitragem. Acho que está funcionando, já que não tomei cartão nos últimos dois jogos. Eu sei que isso é pouco, que preciso melhorar e tenho certeza de que isso é o que vai acontecer – concluiu.



globoesporte.com

De folga neste domingo, Tricolor se prepara para maratona

Kaue Freitas




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Por Rubens Chiri / saopaulofc.net




O elenco são-paulino está aproveitando o fim de semana para curtir a família e descansar. Afinal, nos próximos dias, o Tricolor Paulista enfrentará uma verdadeira maratona. A equipe passará por Barueri, Goiás, Paraguai, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná...


Será, em média, um jogo a cada quatro dias. A começar pela próxima quarta-feira, quando o São Paulo receberá o Internacional, na Arena Barueri. Na sequência, Atlético-GO (fora), Libertad (casa) e Coritiba (casa). Após as três partidas, uma viagem internacional.


No dia 26 de outubro, o Tricolor vai a Assunção, Paraguai, para a segunda partida das oitavas de final da Sul-Americana contra o Libertad. Na volta, o time terá viagens para o Rio de Janeiro (Vasco) e Pituaçu (Bahia). Maratona que será encerrada com o jogo diante do Altético-PR, na Arena da Baixada, dia 16 de novembro.


E foi justamente pensando no desgaste dos atletas que o Tricolor antecipou a partida contra o Cruzeiro, para a última quarta-feira. Agora, de folga neste domingo, o grupo se reapresentará renovado na manhã desta segunda-feira, no CT da Barra Funda. O técnico Adilson Batista aposta na recuperação dos jogadores.


"A antecipação deste jogo é pensando ali na frente. Teremos o Libertad pela Sul-Americana. Então, o acumulo será desgastante, por isso antecipamos. Vamos ter uma boa recuperação", ressaltou o comandante.


Confira a maratona tricolor:



  • 12/10 - São Paulo x Internacional: Arena Barueri

  • 16/10 - Atlético-GO x São Paulo: Serra Dourada

  • 19/10 - São Paulo x Libertad (PAR): Morumbi

  • 23/10 - São Paulo x Coritiba: Morumbi

  • 26/10 - Libertad (PAR) x São Paulo: Nicolás Leoz, Assunção

  • 30/10 - Vasco x São Paulo: São Januário

  • 5/11 - Bahia x São Paulo: Estádio de Pituaçu

  • 12/11 - São Paulo x Avaí: Morumbi

  • 16/11 - Atlético-PR x São Paulo: Arena da Baixada

Campeão de 'tudo', Belletti nega ter apenas estrela: 'Eu trabalhei muito'


Por Adilson Barros e Renato Cury


São Paulo


























Belletti nunca foi um astro do futebol. Muitas vezes teve de lidar com críticas de quem achava que ele não estava à altura das equipes que defendia. Até hoje ouve isso. No entanto, nunca se abateu. O garoto que começou como goleiro de futebol de salão persistiu e se aposentou neste ano como um dos jogadores mais vitoriosos de sua geração. Sem exagero nenhum. Afinal, não são muitos os profissionais que têm conquistas de Copa do Mundo e de Liga dos Campeões da Europa - nesta, com direito a gol na final.

- Uma pessoa comum conseguir um sucesso incomum incomoda. Não sou um jogador que teve estrela. Busquei os acontecimentos na minha vida - disse Belletti, em entrevista concedida ao GLOBOESPORTE.COM na última quinta-feira, no condomínio onde mora, na Zona Sul de São Paulo.

Juliano Haus Belletti nasceu no dia 20 de junho de 1976, em Cascavel, no Paraná. Começou no futsal, debaixo das traves, mas, aos 15 anos, cansou de levar boladas e foi fazer um teste no Cruzeiro. Como meia. Acabou selecionado. Daí em diante, a carreira decolou. Com apenas 19 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez, por Zagallo.

Depois, atuou no São Paulo, Atlético-MG, Villarreal, Barcelona, Chelsea e Fluminense. Chegou a assinar com o Ceará para a disputa do Brasileirão 2011, mas as dores no tendão de Aquiles não permitiram. Ele foi obrigado a pendurar as chuteiras. Ficaram as recordações e a certeza do dever cumprido.


A seguir, os melhores momentos do papo com Belletti.



O jogador acha que vai estar preparado para parar. Mas ninguém está."

Belletti

Globoesporte.com - Em junho de 2011, você resolveu parar de jogar logo após assinar contrato com o Ceará. Por que a decisão?

Belletti - Parei porque sinto muita dor no tendão de Aquiles (direito). No meu primeiro treino no Ceará, eu senti que não conseguiria. Por isso, resolvi rescindir. Não queria jogar uma partida e passar o resto do tempo afastado. Até hoje sinto muita dor. Mesmo caminhando ou brincando com meus filhos.

O momento de parar sempre é complicado para o jogador. Como você se preparou para isso?


É duro largar algo ao qual você se dedicou desde a infância. O jogador acha que vai estar preparado para parar, mas ninguém está.

Sente saudade da bola?

Muita. Principalmente quando vejo um jogo da Premier League (campeonato inglês) pela televisão.

Por que o Campeonato Inglês?

Passei três anos no Chelsea (2007 a 2010). É a melhor competição que existe para se jogar. A estrutura dos clubes, dos estádios, o nível dos times, o comportamento da torcida. Nessa hora, bate um arrependimento por ter parado, mas logo volta a lembrança da dor no tendão, e eu percebo que não dava mais mesmo.

Qual o balanço que você faz de sua carreira? Imaginava que fosse jogar por times tão importantes e conquistar Copa do Mundo, Liga dos Campeões?

Nunca na minha infância, quando era goleiro de futsal, imaginei que iria conseguir o que consegui. Foram 22 títulos ao longo da carreira. Tudo na base do trabalho. Não tem segredo. Não consegui sozinho, os times me ajudaram bastante. Mas foi fundamental acreditar que conseguiria vencer.


Montagem - Entrevistão Belletti (Foto: Renato Cury/Globoesporte.com)



Belletti recebeu a equipe do Globoesporte.com em seu condomínio (Foto: Renato Cury/Globoesporte.com)

Você se considera um jogador que teve estrela?

Não. Eu me considero uma pessoa que buscou tudo o que aconteceu de bom na sua vida. Desde o tempo em que disputava olimpíada de colégio, eu já tinha a gana de vencer. Sempre trabalhei para ganhar. Queria vencer a mim mesmo.

Você nunca foi considerado um astro dos times que passou. Na verdade, encarou muitas críticas. Como você lidava com isso?

Uma pessoa comum conseguir um sucesso incomum incomoda. As pessoas se acham melhores e acham que têm mais capacidade do que você. Só que eu trabalhei muito. As criticas sempre vieram, mas foram meu combustível. Aliás, sou criticado até hoje, mesmo depois de ter parado. Questionam como eu ganhei tantas coisas superando jogadores melhores do que eu e que não conseguiram os títulos que eu consegui. A única resposta que posso dar é que trabalhei muito. Cheguei à Seleção com 19 anos, só um ano depois de me tornar profissional no Cruzeiro. Em 2000, seis meses depois de virar lateral-direito (no São Paulo), eu já estava sendo convocado de novo. Não foi por acaso. Alguma qualidade eu tinha, não?

Essas críticas ainda o incomodam?

Quando eu era mais jovem, sofria. Depois, com a idade, você vai absorvendo melhor. Quando se é jogador de futebol, um esporte que lida com muita paixão, é preciso se acostumar.

Você fez amigos no futebol?

Fazer amizade no mundo do futebol é muito difícil. Você tem companheiros do dia a dia, com os quais mantém boa relação, mas, quando deixa o clube, acaba. Até hoje mantenho contatos no Barcelona e no Chelsea. Falo com o Drobga, Victor Valdés, Puyol, Messi, Deco. Mas é muito pouco. Infelizmente, o futebol não oferece chance de amizade. Até porque o bom ambiente no vestiário depende muito do resultado no campo. E a pressão por precisar vencer o tempo todo, atrapalha a convivência no dia a dia.


Entrevistão Belletti (Foto: Renato Cury/Globoesporte.com)


Belletti sente saudades principalmente da Liga
Inglesa (Foto: Renato Cury/Globoesporte.com)

Não deu para fazer nenhuma amizade mais duradoura?

O melhor amigo que fiz no futebol é o Victor Valdés (goleiro do Barcelona). Na TV, ele passa uma imagem de cara bravo, mas é brincalhão, gosta das mesmas coisas que eu, nossas famílias se frequentavam. É um cara que é do estilo gladiador. Antes do jogo, ele sempre age como se estivesse indo para o Coliseu de Roma, para uma batalha. Enrola a cabeça na cabeça numa toalha, fica num canto, fala sozinho. É um guerreiro, mas é um cara do bem. Estamos sempre em contato.

Qual foi o melhor dia da sua carreira?

O da final da Champions League de 2006, sem dúvida (17 de maio de 2006). Eu era lateral-direito. E um lateral nunca sonha em fazer o gol do título. Mas aconteceu. Não foi por acaso. Controlar a bola com o pé esquerdo, em velocidade, e chutar com a direita em diagonal... Isso eu consegui com muito treino. Foi um momento muito marcante.

Depois do Barcelona, você foi jogar no Chelsea. Em 2008, teve a chance de reencontrar Luiz Felipe Scolari, com quem tinha vencido a Copa do Mundo de 2002. O que houve com ele na Inglaterra? Por que não deu certo?

Na Seleção, havia a Família Scolari. Foi algo que o Felipão conseguiu fazer muito bem: reunir tantos craques sem haver nenhum problema de vaidade, de trairagem, ciúmes. Isso fez com que o Brasil fosse campeão. No Chelsea, ele tentou fazer isso. Mas não é tão fácil lidar com jogadores de diferentes nacionalidades e personalidades tão distintas. E eu sei o quanto ele lutou para controlar isso. Chegou muito bem ao Chelsea, quebrando o recorde de vitórias seguidas fora de casa. Mas, em função dos resultados, ele saiu. Mesmo assim, conseguiu respeito dos torcedores, da imprensa.

Não houve um boicote contra o trabalho dele por parte de alguns jogadores?

Isso não aconteceu. O que houve foi falta de resultados. Pela primeira vez em cinco anos, o Chelsea perdeu um jogo em seu estádio, o Stamford Bridge. Além disso, não conseguiu vencer nenhum clássico. Perdemos para Liverpool, Arsenal e Manchester. Perdemos pontos em casa para pequenos. E veio a pressão.



É muito difícil ter amigos no futebol. O bom ambiente depende muito do resultado dentro de campo"

Belletti

Circulou a informação que Drogba teria liderado um motim...

Nunca aconteceu nada disso. É que é impossível para um treinador manter relação muito boa com todos os jogadores. Ele só pode escalar 11. E quem não joga, na maioria das vezes, fica insatisfeito. Mas nada que houvesse algo pessoal contra um ou outro jogador. O Felipão sempre foi muito honesto.

Jogador derruba técnico?

Um ou dois eu acho que não. Agora, se juntar muitos jogadores, mais da metade do elenco, acredito ser possível. Só que é muito difícil um treinador comprar briga com quase todo o time. Para que o técnico caia, de qualquer maneira, é preciso que se tenha algo concreto, com fatos, evidências de que ele não tem o controle do grupo.

Você já presenciou isso?

Nunca, mas pela experiência que tenho no futebol creio ser possível. A gente ouve falar algumas coisas, mas sem prova não dá para comentar.

Há “trairagem” no futebol?

Assim como existe trairagem no futebol, existe também em outras atividades. Tem advogados falsos, médicos falsos, profissionais da imprensa falsos. É algo universal. Uma coisa que aprendi ao longo da carreira é tratar as pessoas com respeito. É a melhor maneira de ser respeitado.

Mas você já sofreu alguma “trairagem”?

Se eu sofri trairagem, não sei. Não lembro. De qualquer maneira, não guardo rancor.

Em 2010, você voltou para o Brasil, após oito anos de Europa, contratado pelo Fluminense, que foi bastante criticado por Muricy Ramalho. Segundo o técnico, o clube tem uma estrutura deficiente. Sentiu um baque?

É claro que as estruturas são bem diferentes. Na Europa, se usa centros de treinamento. O Fluminense até hoje treina nas Laranjeiras. Mas eu realmente acho que eles não precisam de um CT. O estádio das Laranjeiras, com algumas poucas melhorias, funciona muito bem. Eu acho que nada disso (falta de estrutura) pesa muito na performance do jogador. Nós nos adaptamos. A diferença é muito grande, mas não me atrapalhou em nada. Além do mais, fomos campeões brasileiros trabalhando nos parâmetros das Laranjeiras. O Muricy, que é um treinador excepcional, sabia lidar com as limitações. A gente treinava na praia, nas academias da cidade. Deu para fazer um bom trabalho.

Mas o próprio Muricy saiu criticando muito a estrutura do Fluminense...

Muito se comentou a respeito da saída do Muricy. De que teria acontecido em função da falta de estrutura. Não é verdade. Ele não iria sair só por causa disso. Acredito que houve outras coisas, mas não sei exatamente o quê. Mas o Fluminense foi campeão. Ou seja, o Muricy soube lidar com isso. Não é a melhor estrutura do Mundo, mas também não é a pior.

Dois de seus companheiros de Barcelona voltaram ao Brasil. O Ronaldinho Gaúcho está bem no Flamengo. Já o Deco não consegue se firmar no Fluminense. Que análise você faz do retorno dos dois?

Para mim, foi uma grande surpresa o Ronaldinho ter voltado. Eu acreditava que ele ainda pudesse permanecer na Europa e ser o melhor do mundo de novo. Mesmo assim, fiquei feliz com sua volta. Acho que o Ronaldinho estava mesmo precisando de um pouco de “Brasil”. Ele conquistou tudo o que é possível jogando fora. De repente, seria legal para ele ser campeão brasileiro, ser destaque aqui. E voltar para casa sempre é prazeroso.

E o Deco?

Dentro de campo, o Deco é feliz. O problema é se ele está sofrendo muito com lesões. A coisa mais difícil para um jogador é admitir que está machucado. Por mais que ele sinta dor, como aconteceu comigo, sempre acha que dá para jogar, que já vai passar. Torço muito pelo Deco e espero que ele se recupere de uma vez, pois é muito bom ver um cara com a qualidade dele jogando aqui.

Como está a vida de aposentado?

Ainda estou me adaptando. É difícil se desligar. A gente para de jogar com 35 anos e percebe que ainda tem uma vida inteira pela frente. Por enquanto, a vida está me levando para caminhos que nunca imaginei trilhar. Estou abrindo uma academia e também estou com uma coluna de esportes em uma revista segmentada. Mas espero me ligar novamente ao futebol. Até porque jogador não sabe fazer outra coisa. No fim do ano, vou fazer curso de técnico e espero, no futuro, seguir por aí.

Morumbi enche para receber astro pop Justin Bieber

Ana Luiza Rosa







Após sete dias acampados em frente aos portões do Estádio do Morumbi, os fãs do astro adolescente Justin Bieber finalmente puderam assistir ao ídolo de perto. Aproximadamente às 20h15 o canadense subiu ao palco para fechar o primeiro dia de mais uma série de megashows que acontecem na casa são-paulina, que recebeu cerca de 60 mil pessoas neste sábado.


Bieber é a grande estrela do Z Festival, evento que acontece também neste domingo, a partir das 16h. As bandas Cobra Starship e The Wanted, além dos brasileiros da Cine, apresentaram-se antes do fenômeno teen e repetem os shows no segundo dia do festival.


O evento começou às 14h, quando os portões do Morumbi foram abertos. Pais, mães, tios, tias e muito mais acompanhavam os adolescentes loucos para ver o astro. A primeira atração foi Cine, que encontrou um público muito animado. Antes do The Wanted subir ao palco uma chuva forte caiu sobre São Paulo, mas mesmo assim não houve desânimo.


Os norte-americanos da banda Cobra Starship, formada por Gabe Saporta (vocais), Victória Asher (teclado), Ryland Blackinton (guitarra), Alex Suarez (baixo) e Nate Novarro (bateria), interagiram com o público e o esquentou ainda mais para a entrada de Bieber. Após o grupo sair do palco, o som começou a tocar músicas de Michael Jackson, ídolo da estrela pop, anunciando que a atração principal começaria logo.


Exatamente às 20h01 começou a contagem regressiva de quinze minutos. Quando entrou no palco, agradeceu aos fãs por terem aguardado na chuva e disse que faria tudo para ver seus fãs sorrindo - e foi isso que fez. O público, composto quase que na totalidade por crianças e adolescentes acompanhadas por pais ou responsáveis, fez o Morumbi balançar do início ao fim da apresentação.


Após o show deste domingo, Justin Bieber viaja a Porto Alegre, onde faz show na segunda-feira (10). Já na próxima quarta-feira será a vez de Eric Clapton se apresentar no Morumbi.



Setlist - Justin Bieber
"Love Me"
"Bigger"
"U Smile"
"Runaway Love"
"Never Let You Go"
"Favorite Girl"
"One Less Lonely Girl"
"Somebody to Love"
"Never Say Never"
"Legacy Medley"
"One Time"
" That Should Be Me
"Wanna be Starting Something" (Michael Jackson) / "Walk This Way" (Aerosmith)
"Eenie Meenie"
"Down to Earth"


Bis
"Baby"



Set list - Cine


Intro + Em Choque
Usurpadora
Seu Show
Girlfriend
Party Rock
Ninguém morreu de amor
Se você quiser
Garota radical
As cores


Set list - Cobra Starship


Nice Guys
Hot Mess
Sass
Kinda
World Shine
Paparazzi
1nite
Ymmf
Guilty
Goodgirls