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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Homenagem da Torcida do Morumbi Digital



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#Pelé_e_Rogério1000

#M1T000




Vídeo do Youtube do saopaulofctv

Rogério agradece apoio da torcida e aceita apelido de Mito

Kaue Freitas







Na véspera do milésimo jogo com a camisa do São Paulo, o goleiro Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira. E o local não poderia ser mais apropriado: o Morumbi, onde passou por muitas alegrias e conquistou diversos títulos pelo clube do coração.


Uma grande festa está sendo preparada para o ídolo. A torcida certamente estará em peso no Morumbi, nesta quarta-feira contra o Atlético-MG. Neste terça, todos os 60.039 ingressos foram vendidos. Sempre muito profissional, mesmo com a proximidade do recorde, Rogério mantém o profissionalismo.


"Eu venho trabalhar, me dou o direito de concentrar apenas no trabalho. Claro que com uma vitória me concedo o direito de relaxar e curtir um pouco disso. Mas agradeço muito, não esperava vender tudo isso de ingresso em um jogo no meio do campeonato", disse Ceni.


"Nossa maior retribuição é conseguir a vitória e esta liderança, mesmo que seja momentânea. Todos estes mil jogos valeram a pena para ver estes torcedores assistirem a esta partida de amanhã (quarta-feira)", completou Rogério.


Durante os 21 anos de clube, que também serão completados neste dia 7 de setembro, o camisa 01 são-paulino ganhou o apelido de Mito pelos torcedores. Feliz com o reconhecimento de toda uma nação fanática, Rogério aceita a alcunha.


"Eu aceito e fico muito feliz. Adoro o carinho do torcedor são-paulino, seja ele expressado da maneira que for. Sei como é ter ídolo, pois quando era criança tive o prazer de assistir e jogar com Raí, Zetti, Pedro Rocha, Muricy, Poy... cada época com a sua geração", ressaltou o goleiro.

Rogério Ceni: um capitão entre os líderes

Kaue Freitas e Michael Serra













A faixa no braço esquerdo não poderia ter melhor dono do que Rogério Ceni. Foi assim em 757 dos 999 jogos que o goleiro fez pelo São Paulo. Neste período, o Mito fez valer o posto de capitão e mostrou uma liderança que poucos conseguiram nos seus 21 anos de clube.



A primeira vez que Rogério Ceni foi capitão do São Paulo foi no Campeonato Brasileiro de 1994. Com 21 anos, o então garoto liderou o "Expressinho" do Tricolor Paulista no empate diante do Paysandu, no Mangueirão.



Foi a estreia. Depois disso, Rogério tomou gosto pela liderança. Respeito que não se pede, se conquista. E Ceni conquistou naturalmente. O profissionalismo, seriedade e dedicação foram apenas alguns ingredientes desta sólida liderança enaltecida por todos que estão ao seu lado.



Entre tantos momentos especiais como capitão, um mostrou o quanto o São Paulo é importante na vida de Rogério. Em 2008, em plena ascensão no Campeonato Brasileiro, o goleiro, com uma lesão na panturrilha direita, ficou fora da partida contra o Ipatinga, em Minas.



Mas nada disso tirou o ímpeto do capitão. Rogério Ceni, em um voo fretado, foi para Ipatinga apoiar o time. Atitude que passou muita confiança para o elenco e mostrou a relação de carinho e compromisso que o camisa 01 tem com o Tricolor Paulista. A equipe acabaria conquistando o Brasileiro daquele ano.



Durante os 999 jogos, muitos jogadores passaram pelo São Paulo e dividiram com Ceni esta liderança dentro de campo. Raí, considerado um dos ídolos da história do clube, é um deles. Após retornar ao clube em 1998, o ex-camisa foi fundamental para o crescimento profissional de Ceni.



"O Rogério sempre teve liderança pela sua postura e inteligência. É exemplo. Com o tempo, esses traços só se intensificaram e amadureceram. Esta marca de mil jogos ninguém jamais baterá. É uma marca que tem nome e sobrenome: Rogério Ceni", ressaltou Raí.



E quem não se lembra da raça inconfundível do uruguaio Diego Lugano? Junto com Rogério Ceni e Raí, Lugano é considerado um dos principais ídolos recentes do São Paulo. O zagueiro, que honrou como poucos a camisa do Tricolor, enaltece a liderança do eterno companheiro.



"O Rogério é um grande exemplo de postura, caráter, comando e liderança. Serve de espelho não só para os mais jovens como também para os mais experientes", Diego Lugano



Junta-se a tudo isso os 103 gols e 31 títulos com a camisa tricolor. Rogério Ceni é o capitão de ontem, hoje e amanhã no São Paulo. Um líder dentro e fora de campo. Capaz de ter o respeito de uma nação de fanáticos. Ele, por si só, é uma lenda viva, que jamais será esquecida por toda torcida são-paulina.



Curiosidades de um capitão histórico:





  • Quando Rogério Ceni estreou, o capitão era Ronaldão.


  • Quando Rogério Ceni assumiu a titularidade em 1997, no primeiro jogo, o capitão foi André Luiz. Mas, de fato, o capitão efetivo na seqüência do ano foi Axel.


  • Rogério Ceni foi capitão pela primeira vez em 14 de agosto de 1994, no Expressinho, no jogo Paysandu 0 x 0 São Paulo, pelo Brasileirão.


  • Foi capitão pela 100ª vez em 11/03/2001, na vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras.


  • Foi capitão pela 200ª vez em 09/02/2003, no empate em 1 a 1 com a Portuguesa Santista.


  • Foi capitão pela 300ª vez em 13/07/2004, no empate em 0 a 0 com o São Caetano.


  • Foi capitão pela 400ª vez em 22/10/2005, na derrota por 2 a 1 para o Santos.


  • Foi capitão pela 500ª vez em 10/06/2007, na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG.


  • Foi capitão pela 600ª vez em 23/11/2008, na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco da Gama.


  • Foi capitão pela 700ª vez em 28/10/2010, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR.


  • Rogério Ceni foi capitão pela primeira vez da equipe considerada principal já quando era titular do time, em 3 de agosto de 1997, em jogo do Campeonato Brasileiro contra o Internacional (1 a 1), no Morumbi - Embora não fosse o capitão efetivo.


  • Rogério Ceni foi efetivado capitão no início da temporada de 1999, mas somente enquanto Raí se recuperava de contusão ou quando o camisa 10 não atuava.


  • Para todos os efeitos, Rogério Ceni é capitão absoluto da equipe do São Paulo desde 6 de setembro de 2000, quando o São Paulo venceu o Colo Colo no Morumbi por 4 a 0 em jogo da Copa Mercosul, sob o comando de Levir Culpi.


  • Desde então, em todas as partidas que jogou, sempre foi capitão da equipe.