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domingo, 10 de julho de 2011

Miranda chega a Madri e promete 'retribuir confiança' do Atlético


Por GLOBOESPORTE.COM


Madri


Miranda comemora um gol pelo São Paulo (Foto: VIpcomm)



Miranda comemora um gol pelo São Paulo: agora
jogador é do Atlético de Madri (Foto: VIpcomm)

O Atlético de Madri perdeu o goleiro revelação De Gea, ainda não decidiu qual serão os futuros do melhor jogador da última Copa do Mundo, Forlán, nem do argentino cobiçado Kun Agüero, mas já está se mexendo para tentar reforçar a equipe para a próxima temporada. Primeira novidade colchonera para 2011-12, o zagueiro Miranda chegou à Madri neste domingo, ainda não concedeu entrevista, mas falou rapidamente com os jornalistas presentes ao aeroporto.


O ex-jogador do São Paulo será submetido aos tradicionais exames médicos na segunda-feira, para então assinar o contrato e ser apresentado oficialmente. E ele já está na expectativa de viver grandes momentos com a camisa do Atlético.


- Espero retribuir a confiança que o Atlético depositou em mim - afirmou o zagueiro brasileiro, que chega para ser titular do clube espanhol e com muita expectativa da torcida.

Milton Cruz diz que Rivaldo será titular contra o Internacional


Por Marcelo Prado


São Paulo








Maior destaque na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, o meia Rivaldo será titular na partida do próximo domingo, contra o Internacional, no Beira-Rio, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo o técnico interino, Milton Cruz, que deverá comandar a equipe em Porto Alegre, o fato de existir uma semana até a próxima partida facilita a presença do camisa 10.


- O Rivaldo tem tudo para estar em campo, até porque haverá tempo para ele se recuperar. Quando chegar o momento das partidas quarta, domingo e quarta, aí teremos de rever isso e conversar. É preciso saber utilizá-lo da melhor maneira para que ele possa sempre render o seu melhor – avisou Milton, que comandou a equipe como treinador pela 14ª vez desde que foi contratado pelo time do Morumbi.


O interino encheu a bola do veterano, principalmente no aspecto físico. Apesar de ter sido pouco utilizado por Paulo César Carpegiani, Rivaldo mostrou muita disposição na partida contra o Cruzeiro e só saiu antes do apito final para que pudesse receber a homenagem da torcida que compareceu ao Morumbi.


Rivaldo (Foto: Idário Café/VIPCOMM)

Rivaldo teve participação destacada na vitória do último sábado, sobre o Cruzeiro (Foto: Idário Café/VIPCOMM)

- O Rivaldo sempre se empenhou. Mas as coisas demoram um pouco a acontecer. Ele estava fora do Brasil. Aqui, os treinamentos são diferentes do que lá fora. Nunca o vi com má vontade. Ele e o Rogério são exemplos não só dentro como fora de campo. É só ver o Rivaldo treinando, é o primeiro a entrar no campo e um dos últimos a sair – elogiou.


O camisa 10, por sua vez, está pronto para o duelo da próxima semana.


- Eu tenho 39 anos, mas me cuido muito bem. O Rogério e o Milton me perguntaram no intervalo da partida se eu aguentaria mais um pouco e disse que não haveria problema. Quanto mais ritmo de jogo eu conseguir daqui para frente, mais poderei manter o ritmo durante os 90 minutos. Conversei com o Milton antes da partida, é um momento difícil da equipe e eu estou à disposição para ajudar no que for preciso – lembrou o veterano.

Para comentarista, Rivaldo soube administrar bem sua atuação como titular no São Paulo







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Melhores momentos: São Paulo 2 x 1 Cruzeiro pela 9ª rodada do Brasileirão 2011






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Milton elogia, e Rivaldo deve permanecer como titular

Kaue Freitas




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Por Rubens Chiri / saopaulofc.net




A principal novidade do técnico interino Milton Cruz para a partida contra o Cruzeiro, no último sábado, no Morumbi, foi o meia Rivaldo. Em campo, o camisa 10 retribuiu toda confiança e foi o destaque na vitória são-paulina por 2 a 1. Ele participou dos gols marcados por Dagoberto e Marlos.


Após a boa atuação, o pentacampeão mundial deverá permanecer entre os titulares do Tricolor Paulista no jogo contra o Internacional, no próximo fim de semana, no Sul. Como tem uma semana livre para treinos, Milton Cruz acredita que Rivaldo estará pronto.


"O Rivaldo é muito importante para o time. Temos a semana inteira para trabalhar e acho que ele pode sim jogar o próximo jogo. Mas quando nós formos jogar quarta e domingo teremos de conversa com ele, para que ele possa descansar e ser preservado para o jogo seguinte", disse Milton.


O interino aproveita para encher o jogador de elogios. Aos 39 anos, Rivaldo, desde que chegou ao clube, sempre mostrou um profissionalismo enorme, mesmo quando não estava sendo utilizado pelo ex-técnico Paulo César Carpegiani. Ele seguiu trabalhando até sua hora chegar.


"Ele sempre se empenhou nos treinamentos, nos jogos. Hoje (sábado) ele foi muito feliz e conseguiu participar dos gols. O Rivaldo é um exemplo tanto dentro de campo quanto fora dele também", concluiu Milton.

Rússia se vinga da derrota em 2010 e conquista a Liga Mundial sobre o Brasil

Do UOL Esporte
Em São Paulo

O rival foi o mesmo da última conquista, mas o desfecho foi diferente. A Rússia, visivelmente mais forte que nas edições anteriores da Liga Mundial, conquistou o bicampeonato e brecou a busca brasileira pelo décimo título nas 22 edições da competição. A decisão deste domingo foi disputada em Gdansk, na Polônia, e terminou em 3 sets a 2 para a Rússia, parciais de 23-25, 27-25, 25-23, 22-25 e 15-11.

Apesar do histórico favorável em jogos decisivos contra os russos - foram três títulos mundiais contra dois em finais disputadas entre os dois países - o Brasil também viu a Rússia abrir vantagem na história do confronto: são 43 vitórias brasileiras contra 47 da Rússia.






Rússia é campeã da Liga Mundial























Foto 7 de 16 - Bloqueio brasileiro tenta parar o ataque russo Divulgação/FIVB

O Brasil começou ligado na partida e sacando bem, coisa que não vinha fazendo nas últimas partidas da competição e, desta forma, colocou pressão sobre a Rússia, que chegou a endurecer em alguns momentos e tentou tomar o controle do set. Bernardinho, com dois pedidos de tempo, conseguiu acalmar a equipe e o Brasil saiu na frente: 25 a 23.

A estratégia do início do segundo set foi o saque forçado combinado com um bloqueio agressivo. No começo até que deu certo, o Brasil chegou a abrir três pontos de vantagem, mas que não foram suficientes para segurar o ímpeto russo. Com um ataque de Biriukov, a Rússia fechou o segundo set em 27 a 25 e deixou tudo igual no placar: 1 a 1.

O Brasil deixou a Rússia escapar logo no início do terceiro a set e se viu três pontos atrás no marcador. Os europeus passaram a jogar no ataque e surpreenderam a seleção comandada por Bernardinho. Quando o Brasil tentou se recuperar, já era tarde demais e os russos fecharam o set em 25 a 23 para virar o jogo.

O quarto set foi um festival de erros de saque e o líbero russo também passou a desequilibrar, mas contra seu próprio time. Foram inúmeros erros de passe que acabaram favorecendo a seleção brasileira, que fechou o set em 25 a 22 após um saque para fora de Ilinykh: 2 a 2.

No tie-break, a Rússia contou com uma ajudinha da arbitragem no segundo tempo, quando o Brasil colocou uma bola dentro da quadra adversária, mas o juiz deu bola fora. Além disso, cresceu na partida, fez defesas impressionantes e atacou bem. Foi o suficiente para vencer o set por 15 a 11 e fechar a partida.

Rússia afunda o Brasil no tie-break e adia o sonho do deca na Liga Mundial


Por GLOBOESPORTE.COM


Gdansk, Polônia








Antes da semifinal, tinha sido um atropelamento. Os reservas brasileiros nem fizeram cócegas na Rússia, mas naquele momento o jogo não valia nada. Neste domingo, era para valer o reencontro entre velhos rivais da Liga Mundial. No primeiro set em Gdansk, com vitória brasileira por 25/23, parecia mesmo que desta vez o vencedor seria outro. Não foi. Até a última bola de um jogo dramático, os russos mostraram que não importa se são titulares ou reservas do outro lado da rede. Com um suado 3 a 2 (parciais de 23/25, 25/27, 25/23, 22/25 e 15/11), a equipe europeia se impôs no tie-break, derrubou os comandados de Bernardinho e adiou o sonho do decacampeonato.


Nos últimos dez anos, o Brasil tinha conquistado oito taças da Liga. As únicas exceções tinham sido em 2008, quando perdeu para os Estados Unidos, e lá atrás, em 2002, quando caiu diante da própria Rússia, que agora garante seu segundo título.


vôlei theo brasil rússia liga mundial (Foto: divulgação / FIVB)

A Rússia fechou a porta para o Brasil e conquistou o título da Liga Mundial 2011 (Foto: divulgação / FIVB)

O herói russo desta vez foi atacante Maxim Mikhaylov. Autor de 26 pontos, ele infernizou a defesa brasileira do início ao fim, mesmo tendo que sair no meio do jogo para receber atendimento médico após levar um pisão no pé esquerdo. Os maiores pontuadores do Brasil foram Théo e Giba, com 16 cada, mas o time não conseguiu encontrar seu melhor vôlei ao longo da partida.


O saque brasileiro, que vinha tendo altos e baixos na Liga, encaixou no início do jogo, e a equipe verde-amarela manteve uma vantagem apertada. O bloqueio perseguia os atacantes russos em todos os lances, e a diferença no placar chegou a 14/10. A chance de abrir 15/11 no contra-ataque, no entanto, foi desperdiçada, e o adversário acordou. Com três pontos seguidos, a Rússia voltou para o set. Na segunda parada técnica, o time de Bernardinho vencia por 16/15, e o equilíbrio se arrastou até o fim da parcial. Com um saque matador de Lucão, o Brasil fechou em 25/23.


vôlei dançarinas brasil rússia liga mundial (Foto: divulgação / FIVB)

As passistas no intervalo não foram suficientes
para inspirar o Brasil (Foto: Divulgação / FIVB)

Passistas na quadra


Àquela altura, o clima era favorável até quando a bola não estava no alto. No intervalo para o segundo set, passistas de escola de samba entraram na quadra para animar a torcida. O incentivo funcionou durante um tempo para o Brasil, que abriu a parcial com o bloqueio afiado e três pontos seguidos. Aos poucos, a Rússia foi se encontrando, igualou o placar e, na primeira parada técnica, já vencia por 8/7. O equilíbrio se estendeu até a segunda parada, quando os europeus já venciam por 16/15. A gangorra balançou dali em diante, com os dois países se revezando na liderança.


Quando o placar estava empatado em 24/24, Rodrigão fechou a porta para o ataque russo num bloqueio espetacular. Mas o contra-ataque europeu funcionou para deixar tudo igual outra vez. Volkov deu o troco no paredão e, com um ataque de Biriukov, o set terminou em 27/25. Tudo igual em 1 a 1.


Se na segunda parcial o Brasil pulou na frente, foi a Rússia que comandou o início do terceiro set: 3/0, obrigando Bernardinho a pedir tempo. A vantagem ainda chegou a 4/0, até Muserskiy errar um saque e dar um ponto de graça ao rival. Sidão, que não conseguia se encontrar, devolveu o presente. Sob pressão, a equipe verde-amarela errava muito e, dos três primeiros pontos, dois foram em saques desperdiçados pelos adversários. Na parada técnica, 8/4. A vantagem subiu para 10/5, e Mikhaylov, melhor atacante da equipe, foi para o banco após levar um pisão acidental no pé esquerdo.


De ponto em ponto, o Brasil foi chegando. Após um rali impressionante, Murilo atacou pelo meio e cortou a diferença para 14/12. Marlon foi para o saque e encostou ainda mais. A Rússia tentava abrir, mas levou o troco com um ataque de Théo após uma bola que veio de graça do outro lado. Bruninho tinha dificuldade para encontrar seus atacantes, e assim os russos levaram a vantagem até o fim da parcial. No bloqueio brasileiro para fora, fim de papo: 25/23 e a virada na partida.


vôlei giba serginho brasil rússia liga mundial (Foto: divulgação / FIVB)Giba e Serginho: os veteranos não conseguiram levar o Brasil à vitória no domingo (Foto: divulgação / FIVB)

O “revezamento” no início dos sets continuou. No quarto, foi o Brasil que abriu 3/0. Mas a exemplo do que vinha acontecendo anteriormente, o equilíbrio logo se instalou no placar. O Brasil conseguiu segurar uma vantagem de três pontos na parte final, graças aos erros em sequência dos russos. Na hora H, abriu quatro e ficou confortável no set point. E nem precisou se esforçar: Ilinykh sacou para fora, muito longe, e a parcial terminou em 25/22. Se disputa de título sem drama não tem graça, ali estava o tie-break para comprovar a tese.


Logo na abertura, com um ataque de Murilo, os jogadores brasileiros vibraram como se fosse o título. Quando abriu 2/1, um erro grosseiro da arbitragem. Um bloqueio brasileiro colocou a bola dentro – muito dentro –, mas o juiz deu fora, e a Rússia igualou o placar. Daí a fúria de Rodrigão no ataque seguinte, retomando a liderança. Mas os rivais não se entregavam. Na parada técnica, já venciam por dois pontos de diferença: 8/6.


O drama aumentou na volta à quadra, com um ataque errado de Vissotto, e a bronca de Bernardinho parece não ter dado resultado. Os erros se acumulavam, e o sonho do deca foi saindo da quadra de fininho. A Rússia não tirou o pé do acelerador, se impôs e venceu os brasileiros pela segunda vez no torneio: 15/10 no tie-break, 3 a 2 na decisão. Com a diferença de que, agora, foi contra os titulares. E valeu a taça.

Brasil sofre gol nos acréscimos, perde nos pênaltis dos EUA e se despede da Copa

Thales Calipo
Em Dresden (Alemanha)

No jogo considerado a “final antecipada”, o Brasil acabou se despedindo da Copa do Mundo de futebol feminino. Com direito a gol contra, expulsão e até um gol irregular, o Brasil empatou por 1 a 1 no tempo normal, por 2 a 2 na prorrogação, e foi derrotado pelos Estados Unidos nos pênaltis por 5 a 3. Daiane errou a cobrança para as brasileiras, enquanto as norte-americanas não desperdiçaram nenhuma.

Com o resultado, o sonho do inédito título da Copa do Mundo de futebol feminino fica adiado por mais quatro anos. Já os Estados Unidos, por sua vez, seguem vivos no torneio e agora enfrentam a França na semifinal, que acontecerá nesta quarta-feira, em Moenchengladbach.







VEJA AS IMAGENS DA DERROTA BRASILEIRA
























Foto 25 de 31 - Hope Solo foi bem no tempo normal e também na decisão por pênaltis, garantindo classificação dos EUA para as semifinais do Mundial. Johnatan Eisele/ AFP Photo


Depois do empate no tempo normal, Marta fez o que seria o gol salvador, aos 2min do primeiro tempo da prorrogação. Porém, já nos acréscimos, a grandalhona Wambach mandou para as redes, levando a decisão da vaga para os pênaltis.



Como era de se esperar, no entanto, o jogo entre Brasil e Estados Unidos, considerado um dos maiores clássicos do futebol feminino, foi nervoso e contou com diversos lances polêmicos. Logo aos 2min, as norte-americanas saíram na frente do placar quando Daiane, que mais tarde viria a desperdiçar uma penalidade, acabou fazendo um gol contra.

Mesmo com o abalo psicológico natural por conta do lance, as brasileiras ainda conseguiram criar as melhores oportunidades da primeira etapa, chegando até a acertar o travessão, com um chute de Fabiana.



Assim como já aconteceu durante esta Copa do Mundo, o Brasil foi mal no primeiro tempo e conseguiu se recuperar na segunda etapa. Desta vez, o futebol técnico apresentado em outras oportunidades não foi o mesmo, mas as jogadoras compensaram com muita disposição.

E, foi em um lance desses, que Marta desequilibrou. A camisa 10 brasileira deu um chapéu em duas marcadoras simultaneamente e, quando estava de frente para o gol, foi derrubada. A árbitra sacou o cartão vermelho, mas não assinalou qual havia sido a sua decisão. A australiana Jacqui Melksham, no entanto, marcou o pênalti e expulsou a defensora Buehler.

Cristiane, que nos treinamentos tem um aproveitamento muito próximo dos 100%, cobrou no canto esquerdo, e Hope Solo defendeu. Alguns momentos depois, no entanto, a arbitragem voltou atrás, acusou invasão das norte-americanas, e mandou repetir o lance. Desta vez Marta pegou a bola e mandou para o fundo das redes, empatando.

Mesmo com a pressão dos dois lados, a partida foi para a prorrogação e, após o Brasil sair na frente, o time acabou recuando, possibilitando que os Estados Unidos pressionassem. No último minuto, Wambach foi melhor que a defesa brasileira e, de cabeça, igualou o resultado.

Na alternância dos pênaltis, Daiane acabou cometendo o errou que eliminou o Brasil de mais uma Copa do Mundo de futebol feminino.




O QUE MARCOU O JOGO?











Primeiro gol sofridoCristiane, o tanqueVaias para Marta
Brasil sofreu o primeiro gol no Mundial e, da pior forma, já que a zagueira Daiane foi quem fez contraAtacante brasileira recebeu marcação dupla e, mesmo assim, se movimentou muito e levou perigoLogo após o pênalti para o Brasil, a torcida, amplamente favorável aos EUA, passou a vaiar intensamente a camisa 10



VEJA OS PRINCIPAIS LANCES DA PARTIDA


















PRIMEIRO TEMPOSEGUNDO TEMPO
2min - GOOOOOLLLLLL DOS ESTADOS UNIDOS!!! Boxx conduz a bola em linha de fundo na esquerda e faz o cruzamento para a área. Daiane tenta fazer o corte,mas marca contra, enganando Andreia.18min - NA TRAVE!!!!!!!!!! Jogada perigosa dos Estados Unidos. Bola levantada para a área e Lioyd sobe sozinha e manda de cabeça para o gol. A bola explode na trave superior. Andreia só observou.
23min - PARA FORA!!!!! Marta cobra escanteio fechado na direita e Aline tenta de cabeça para o gol, mas a bola sai em linha de fundo a esquerda do gol, perto da trave.22min - GOOOOOLLLLL DO BRASIL!!! Marta aplica dois chapéus na área, é derrubada, e a árbitra marca pênalti e expulsa a zagueira dos EUA. Na primeira cobrança, Solo defende o chute de Cristiane. A árbitra manda voltar e, desta vez, Marta não erra.
24min - PARA FORA!!!!!!!!!! Maurine começa a jogada no campo de defesa e rola Cristiane em contra-ataque. Marta sai em disparada e recebe enfiada de bola. A jogadora brasileira atravessa o campo e invade a área, mas chuta para fora e a bola sai com perigo.PRORROGAÇÃO
2min - GOOOOOLLLLL DO BRASIL!!! Maurine recebe e leva em linha de fundo na esquerda. Ela toca para Marta, que de cobertura manda para o fundo do gol
36min - NA TRAVE!!!!!!!!!!!!! Fabiana tenta na direita e bate na zaga. No rebote, ela pega e manda cruzado no canto alto do gol. Solo se esticou e afastou a bola, que antes de sair ainda bateu na trave superior do gol.16min - GOOOOOLLLLL DOS EUA!!! Rapinoe faz cruzamento longo da esquerda, goleira Andreia tromba com a zagueira e Wambach, de cabeça, empata a partida.

Em jogo inacreditável, Daiane falha, musa Solo brilha e EUA vencem Brasil


Por GLOBOESPORTE.COM


Dresden, Alemanha








Nem só de beleza vive Hope Solo. A musa da Copa do Mundo Feminina de Futebol já havia avisado que seu foco era a vitória contra o Brasil e não os elogios de todo o mundo por seus belos olhos verdes, mas sim pelo talento em campo. E foi isso que ela mostrou no confronto com o Brasil, nas quartas-de-final deste domingo. Com grande atuação durante os 120 minutos de jogo, a camisa 1 salvou os EUA de uma derrota que parecia certa, pegou pênalti de Daiane e garantiu as americanas na semifinal com vitória por 5 a 3 nas cobranças de penalidades após empate em 2 a 2 no tempo normal.


Se para Solo o dia foi de pura felicidade, para a zagueira Daiane, e toda a Seleção Brasileira Feminina de Futebol, será difícil este dia 10 de julho de 2011 por causa da frustração. Pela terceira vez em quatro jogos no Mundial, o Brasil perdeu para os Estados Unidos, carrasco também das duas últimas decisões de Jogos Olímpicos. E perdeu de forma inacreditável. Tinha uma jogadora a mais e vencia por 2 a 1 até os acréscimos do segundo tempo da prorrogação. Para Daiane, especialmente, fica um gosto ainda mais amargo. Ela não só perdeu o pênalti decisivo, como também já tinha marcado um gol contra logo no primeiro minuto de jogo, dificultando bastante as coisas para o Brasil.


Os Estados Unidos, agora, fazem a primeira semifinal do Mundial contra a França, na cidade de Mönchengladbach, na próxima quarta-feira, às 13h (de Brasília). O Brasil volta para a casa. Na outra chave, a Suécia, que venceu a Austrália, pega o Japão, que desbancou a dona da casa Alemanha. As americanas são as únicas entre as semifinalistas que já venceram um título da Copa do Mundo e podem repetir o feito no Mundial da Alemanha.


aline, andreia daiane brasil gol contra Estados unidos (Foto: Agência Reuters)

Desolada, Aline busca bola no fundo da rede: era o empate heróico dos EUA (Foto: Agência Reuters)

Ducha de água fria no primeiro minuto


Um minuto de jogo: gol dos Estados Unidos. Não deu nem para aquecer, nem para respirar, nada. Mal entrou em campo a Seleção Brasileira já foi surpreendida por um tento norte-americano. Foi o primeiro que o Brasil sofreu no Mundial e, curiosamente, saiu dos pés de uma própria brasileira. A zagueira Daiane foi cortar cruzamento rasteiro de Shannon Boxx, mas o chute saiu mascado e na direção errada, enganando a goleira Andreia e dando uma ducha de água fria na equipe canarinho.


rosana brasil shannon boxx Estados Unidos copa do Mundo futebol feminino (Foto: Agência Reuters)Shannon Boxx comandou a boa partida dos EUA
contra o Brasil (Foto: Agência Reuters)

O Brasil sentiu o golpe, mas foi se recuperando aos poucos. Aos 22, quase o empate: Aline subiu bonito no meio da zaga americana, após cobrança de escanteio, e cabeceou forte. A bola foi na rede, porém, pelo lado de fora, na chance mais clara da seleção na primeira etapa. Os EUA, por sua vez, tocavam a bola e, sempre comandados por Boxx, saíam com muita velocidade, mas sem criar muitas oportunidades, exceto pelo chute de fora da área da própria camisa 10 aos 30 minutos.


Aos 37, meio sem querer até, Fabiana puxou contra-ataque pela direita e cruzou para a área, mas a bola pegou um efeito estranho e surpreendeu a goleira Solo, batendo no travessão. O placar, no entanto, seguiu com vantagem dos Estados Unidos até o final da primeira etapa, para irritação de Marta, que saiu de campo reclamando bastante.


Pênalti polêmico, expulsão e empate do Brasil


Quando o segundo tempo começou, o Brasil parecia motivado para virar o jogo, mas sem encontrar espaços no meio da forte marcação americana para criar as chances de gol. Então, teve que entrar em campo o talento individual da dupla Marta e Cristiane. Aos 15 minutos, Cris arrancou pelo lado direito, deu um corte seco na zagueira adversária e chutou forte, mas a musa do Mundial Hope Solo salvou com uma bela ponte. Os EUA não ficaram atrás e, no contra-ataque, por pouco não ampliaram com Lloyd, de cabeça.


marta maurine brasil gol estados unidos copa do mundo futebol feminino (Foto: Agência Reuters)Com cara de má, Marta festeja o gol de empate em
cobrança de pênalti (Foto: Agência Reuters)

Pouco depois, enfim, gol brasileiro, aos 19 minutos. Foi suado, é verdade. Mas saiu. Marta recebeu lançamento longo pela esquerda, deu um balão em duas adversárias ao mesmo tempo, mas foi derrubada por Buehler dentro da área: pênalti assinalado pela árbitra Jacqui Melksham e cartão vermelho para a zagueira. Expectativa, Cristiane na cobrança e... Solo defendeu no canto esquerdo até com certa facilidade.


Mas a auxiliar levantou a bandeira e mandou voltar a cobrança: houve invasão da defesa dos EUA na área. Marta, craque e capitão do time, além de cinco vezes melhor jogadora do mundo, então, chamou a responsabilidade, colocou a bola debaixo do braço e bateu forte, agora no canto direito, sem chances para Solo. O jogo, enfim, estava empatado, e o Brasil ainda tinha uma jogadora a mais.


No entanto, a vantagem numérica não ajudou o Brasil. Pelo contrário. Os Estados Unidos até jogaram melhor nos minutos finais, enquanto as brasileiras, parecendo nervosas, tentavam chegar ao ataque sempre na base dos passes longos, ao invés de utilizarem as tradicionais tabelas e jogadas individuais, e por isso, o placar seguiu em 1 a 1, levando o jogo para a prorrogação.


Gol relâmpago brasileiro e castigo no final


Se o Brasil levou um gol no primeiro minuto do primeiro tempo, a Seleção deu o troco nos Estados Unidos assim que a bola rolou na primeira etapa da prorrogação. E foi de novo com ela, Marta. A melhor jogadora do mundo apareceu livre na área após cruzamento da ponta esquerda e com um toque que misturou categoria e sorte, encobriu Solo. Antes de entrar, a bola ainda tocou caprichosamente na trave. Brasil 2 a 1.


cristiane brasil amy le peibet Estados Unidos copa do Mundo futebol feminino (Foto: Agência Reuters)Brasil tinha o jogo na mão, mas não conseguiu a
vitória (Foto: Agência Reuters)

As americanas não se abateram e foram para cima com tudo, precisando empatar. A pressão quase deu resultado em chute forte de Wambach, aos sete, mas Andreia fez grande defesa. Aos 10 minutos, quase mais um lance genial de Marta. A camisa 10 brasileira cobrou escanteio com muito efeito e por pouco não marcou um gol olímpico, mas Solo fez a defesa.


No segundo tempo da prorrogação, era tudo ou nada para os Estados Unidos, com uma jogadora a menos, tendo que ir para o ataque e abrindo espaço para o ataque brasileiro. Para o Brasil, restava aguentar mais 15 minutos para manter os 100% de aproveitamento na competição e garantir vaga em mais uma semifinal de Mundial.


O que parecia mais improvável, no entanto, aconteceu. Mesmo com uma a menos, mesmo atrás no placar, os Estados Unidos conseguiram um empate incrível, aos 16 minutos da etapa final da prorrogação. Ou seja, com um minuto de acréscimo no tempo extra. Wambach viu um espaço grande na área e correu para receber, livre, no meio das brasileiras, para cabecear na saída de Andreia: 2 a 2. Mais uma ducha de água fria no Brasil e o jogo foi para os pênaltis.


Daiane erra de novo, Solo brilha e Brasil está eliminado


Na primeira cobrança, Estados Unidos. Boxx bateu alto, e Andreia fez grande defesa, mas se adiantou demais e a cobrança foi repetida. Dessa vez, ela não perdoou. Cristiane bateu o primeiro para o Brasil, rasteiro, sem chances para Solo: 1 a 1. Lloyd então foi para a segunda cobrança, forte, no canto, e recolocou os EUA em vantagem. Mas Marta empatou novamente.


Na terceira rodada, Wambach fez o seu para as americanas, mas Daiane, que já tinha sido vilã ao marcar o gol contra no primeiro tempo, desperdiçou o terceiro do Brasil - em grande defesa de Solo, que mudou o canto para o qual pulou em relação aos outros dois pênaltis. Vantagem para os Estados Unidos em 3 a 2. Na quarta cobrança, Rapinoe ampliou para 4 a 2. Francielle ainda diminuiu, mas Krieger convertou o quinto pênalti e deu a vitória aos EUA: 5 a 3.


jogadoras Estados Unidos gol brasil copa do Mundo futebol feminino (Foto: Agência Reuters)Vibração americana: Estados Unidos estão na semifinal da Copa do Mundo (Foto: Agência Reuters)

Segue o trauma brasileiro diante dos Estados Unidos, carrasco do Brasil nas últimas duas Olimpíadas e que, novamente, manda a Seleção para casa, acabando com o sonho do inédito título mundial.

















BRASIL 2 (3) X 2 (5) ESTADOS UNIDOS
Andreia, Daiane, Maurine e Aline; Rosana (Francielle), Ester, Formiga (Renata), Erika e Fabiana; Cristiane e MartaSolo, Rampone, Lepeilbelt, Rodriguez (Morgan) e Buehler; Wambach, Cheney (Rapinoe), Krieger e Boxx; Llyod e O'Reilly
Técnico: Kleiton LimaTécnica: Pia Sundhage
Gols: Daiane (contra) a 1' do 1T e Marta aos 22 do 2ºT e a 1' do 1ºT da prorrogação e Wambach aos 16' do 2º tempo da prorrogação
Cartões Amarelos: Aline, Marta (BRA), Solo e Lloyd (EUA). Cartão Vermelho: Buehler (EUA)
Local: Rudolf-Harbig Stadium, em Dresden, na Alemanha. Data: 10/07/2011