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sábado, 9 de julho de 2011

Rivaldo e Marlos calam críticos, comandam triunfo do São Paulo e põem fim à crise


Luiza Oliveira

Em São Paulo


Rivaldo não teve chances com Paulo César Carpegiani e Marlos vinha sofrendo com as cobranças da imprensa e da torcida. Neste sábado, os dois se redimiram e calaram os críticos e desafetos. Em noite inspirada, os meias foram os principais responsáveis pela vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro por 2 a 1, no Morumbi, e colocaram fim à crise que se instalou no clube.


Rivaldo fez questão de provar em campo que merecia uma chance como titular e foi um dos melhores em campo. Já Marlos comprovou sua fama de carrasco do time celeste. Sua estreia pelo São Paulo foi justamente contra os mineiros no Brasileirão de 2009 e ele foi eleito o melhor em campo. No mesmo torneio, balançou as redes na partida no Mineirão. Pela Libertadores de 2010, mais uma vez foi decisivo com uma assistência para Dagoberto.


O resultado dá tranquilidade ao clube até o acerto com o novo técnico e ao interino Milton Cruz para fazer seu trabalho. A equipe volta a vencer após três derrotas seguidas (Corinthians, Botafogo e Flamengo) e já é vice-líder do torneio. Já o Cruzeiro freou seu embalo após ganhar as três primeiras partidas sob o comando de Joel Santana. O time segue na zona intermediária da tabela.






São Paulo x Cruzeiro























Foto 12 de 26 - Dagoberto comemora gol do São Paulo em cima do Cruzeiro e aponta para Marlos, que fez a assistência Thiago Bernardes/UOL

Milton Cruz mudou a forma do São Paulo jogar e decidiu ouvir a torcida. Escalou Rivaldo no meio campo para atuar ao lado de Marlos e sacou Fernandinho do time. A parceria deu certo e os dois meias tiveram participação direta na vitória.


O Cruzeiro começou melhor a partida e explorava muito o lado direito com Montillo dando trabalho à zaga. O time teve domínio da partida nos cinco primeiros minutos, mas foi prejudicado pela forte marcação de Wellington no argentino e pela falta de criatividade no meio. Montillo aparecia muito adiantado no ataque. Dessa forma, o meio ficava sem opção e o time passou a fazer cruzamentos para a área.


O São Paulo se aproveitava dos erros e contava com Marlos para criar as jogadas. O meia aparecia bem pela direita e foi justamente com sua participação que saiu o gol aos 21 minutos. A jogada começou com Rivaldo e Dagoberto aproveitou bem após receber passe de Marlos.


Depois do gol, o São Paulo caiu o ritmo e só atingiu a meta novamente no fim do primeiro tempo em um chute de Casemiro que foi para fora. No fim da etapa ainda teve um lance polêmico quando Dagoberto tenta driblar Fabio e se choca com Vitor. O árbitro não deu o pênalti.


Na volta para o segundo tempo, o São Paulo foi eficiente e chegou ao gol logo com dois minutos . Marlos deixou sua marca após belo passe de Rivaldo. Foi o que o São Paulo precisava para enterrar o rival. Depois, o ritmo de jogo caiu bastante. O São Paulo apenas administrava o resultado, enquanto o Cruzeiro se mostrava totalmente inofensivo, com participação pífia de seus atacantes.


Mas a entrada de Ortigoza deu novo fôlego à equipe que chegou ao gol quando menos se esperava.

Rivaldo mantém humildade: "O mais importante foi a vitória"

Kaue Freitas





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Por Rubens Chiri




O meia Rivaldo voltou ao time titular na vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 1, na noite deste sábado, no Morumbi. E este retorno não poderia ser melhor. O camisa 10 teve grande atuação e ditou o ritmo do São Paulo no triunfo diante dos mineiros.


No primeiro gol do Tricolor, Rivaldo teve participação decisiva. O são-paulino lançou Marlos, apareceu para tabelar com o camisa 11, que só rolou para Dagoberto abrir o placar. Depois, ele deu um excelente passe para o próprio Marlos deixar sua marca. Atuação muito semelhante ao que o pentacampeão teve em sua estreia no clube.


Na vitória sobre o Linense por 3 a 2, também no Morumbi, Rivaldo marcou um golaço e foi fundamental para o São Paulo. Feliz com o momento, o jogador espera dar uma continuidade na equipe. A última vez que ele havia sido titular foi contra o Oeste, dia 14 de abril, pelo Paulista.


"O importante foi a vitória. Mas fico feliz por ser titular pela segunda vez no Morumbi. Conseguimos um bom resultado e estou feliz pela atuação do time e também a minha. As coisas saíram bem e conseguimos estes três pontos.", disse Rivaldo, que disputou 19 jogos em 2011 e marcou um gol.

Mais uma vez, Lucas é utilizado por Mano na Copa América

Kaue Freitas






O meia Lucas foi novamente utilizado pelo técnico Mano Menezes na Copa América, que está sendo realizada na Argentina. Na tarde deste sábado, o são-paulino entrou no segundo tempo do empate com o Paraguai por 2 a 2 na vaga do volante Ramires.


O curioso é que Lucas já estava pronto para entrar na partida, mas para a alteração ser efetuada era necessário que o jogo parasse. E foi exatamente na virada paraguaia, aos 22 minutos do segundo tempo. Em campo, o meia tentou ajudar o Brasil da melhor maneira possível.


Foi o segundo empate do Brasil na competição. Na estreia, a Seleção não saiu da igualdade sem gols com a Venezuela. Neste jogo, Lucas também entrou do decorrer da partida. A equipe brasileira voltará a campo na próxima quarta-feira contra o Equador, pela última rodada da fase de grupos.

Fred marca aos 44 do segundo tempo e evita derrota contra o Paraguai


Por Márcio Iannacca


Direto de Córdoba, Argentina








O sorriso de Larissa Riquelme sempre encantou os brasileiros. Mas neste sábado, a alegria da musa contrastou com a decepção e a péssima atuação da Seeção comandada por Mano Menezes. No Estádio Mário Alberto Kempes, em Córdoba, a equipe canarinho conseguiu um empate de 2 a 2 com o Paraguai graças a um gol heroico de Fred aos 44 minutos do segundo tempo. O time de Mano Menezes agora terá que vencer o Equador, quarta-feira, para se classificar para as oitavas de final da Copa América sem depender de outros resultados.


Barrado, Robinho assistiu ao jogo do banco de reservas. Preterido por Mano para a entrada de Jadson, ele chegou até a aquecer, mas sequer entrou em campo. O antes inquestionável Neymar deixou o gramado vaiado. E, pela quarta vez consecutiva, os torcedores pediram pela entrada de Lucas, o que só ocorreu no segundo tempo. Até faixa para Marta foi exibida no Mário Kempes, que ainda ouviu gritos de "olé" da torcida guarani. Jadson abriu o placar para a Seleção, e Roque Santa Cruz e Valdez marcaram para os paraguaios.


Com o empate, Brasil e Paraguai somam dois pontos e dividem a liderança provisória do Grupo B. Isso porque Equador e Venezuela, que estão com um ponto, ainda se enfrentam neste sábado, às 18h30m (de Brasílai), em Salta, para fechar a rodada, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM, TV Globo e SporTV.


Na próxima quarta, a Seleção encara o Equador novamente em Córdoba, às 21h45 (de Brasília), na última partida da primeira fase da Copa América. O Paraguai enfrenta a Venezuela, pouco antes, às 19h15, em Salta. A última vez que o Brasil não conseguiu vencer nas duas primeira rodada da Copa América foi há 18 anos, em 1993: 0 a 0 com Peru (18/06/93) e 3 a 2 para o Chile (21/06/93).


Com Jadson na vaga de Robinho, Seleção começa mal etapa inicial em Córdoba


neymar brasil dario veron paraguai copa américa (Foto: Agência Reuters)Neymar teve atuação apagada na etapa inicial.
Seleção teve dificuldades (Foto: Agência Reuters)

A Seleção entrou em campo com uma surpresa de Mano Menezes. Jadson na vaga de Robinho. Com o apoiador do Shakhtar Donestsk, o esquema saiu do 4-3-3 para o 4-4-2. Mesmo com a alteração, o time começou mal a partida, perdido em campo. Percebendo tal situação, o Paraguai quase abriu o marcador aos 2 minutos. Barrios lançou para Roque Santa Cruz já dentro da área. Da marca do pênalti e de frente para Julio César, o atacante errou feio o gol.


Santa Cruz, por sinal, não balançava a rede desde maio de 2010 em um amistoso do Paraguai contra a Coreia do Norte antes da Copa da África do Sul. Após o lance, a Seleção Brasileira seguiu errando passes, precipitando jogadas. A partir dos dez minutos, os zagueiros tentaram o artifício de explorar a velocidade de Alexandre Pato. Outro pouco inspirado no jogo.


A primeira chance clara da Seleção só aconteceu aos 19. Ganso tocou para Jadson na entrada da área, que tocou de primeira para Pato. O atacante recebeu na marca do pênalti e tentou driblar Villar, que se recuperou e tocou na bola no momento do chute. No banco, Mano mostrava insatisfação com mais um lance perdido. O camisa 10 da Seleção, por sinal, tinha lampejos. Ora com boas jogadas, ora com passes no fogo para os companheiros.


Torcida pega no pé de Jadson, que abre o placar para o Brasil


jadson brasil gol paraguai copa américa (Foto: agência AFP)Vaiado antes do gol, Jadson desabafa ao marcar
para a Seleção Brasileira (Foto: agência AFP)

A partir dos 25, os torcedores brasileiros no Estádio Mario Kempes passaram a pegar no pé de Jadson. A cada toque na bola do apoiador, vaias. Os gritos de Lucas começaram a ecoar na arquibancada. Até mesmo o nome da atacante Marta, destaque da Seleção Brasileira feminina que disputa a Copa do Mundo na Alemanha foi gritado.


- Olê, olê, olê, olá, Marta, Marta – gritavam os torcedores.


E Jadson parecia sentir as vaias. Aos 32 levou cartão amarelo após entrada dura na intermediária de ataque. Cinco minutos, ele poderia até ter sido expulso pelo árbitro Wilmar Roldan após derrubar Barrios em um contra-ataque paraguaio. Novas vaias e gritos por Lucas ecoaram no estádio de Córdoba.


Mas o futebol dá voltas. Aos 39, Jadson recebeu de Ganso na entrada da área e bateu forte à direita de Villar: 1 a 0 Brasil. Na comemoração, o jogador desabafou, colocou a mão no ouvido, pedindo uma reação positiva dos torcedores que o vaiaram durante a etapa inicial. O tento foi o primeiro de fora da Copa América.


Na tribuna de imprensa, o analista de desempenho, Rafael Vieira, membro da comissão técnica de Mano, socava à mesa a sua frente em sinal de desabafo, comemorando o gol do apoiador.


Mesmo com o resultado positivo após o fim do primeiro tempo, Mano deixou o gramado ouvindo os gritos de burro de um grupo de torcedores inconformados com a escalação da Seleção


Com cartão amarelo, Jadson é substituído no intervalo


larissa riquelme  brasil x paraguai (Foto: Marcos Felipe/Globoesporte.com)Larissa Riquelme acompanhou a partida em
Córdoba (Foto: Marcos Felipe/Globoesporte.com)

Na volta para o segundo tempo, Mano optou por sacar Jadson, que havia levado o amarelo e poderia ter sido expulso antes do gol. O comandante optou pela entrada de Elano. O trio campeão da Libertadores pelo Santos estava formado, com o meia, Paulo Henrique Ganso e Neymar. Com eles, o Brasil passou a explorar os contra-ataques. Mas o Paraguai não estava morto. E um goleador adormecido acordou.


Santa Cruz recebeu sozinho ótimo passe de Barrios já dentro da área e bateu à direita de Julio César,que nada pôde fazer. O goleador acabou com o jejum de mais de um ano sem balançar a rede e se tornou o maior goleador de sua seleção, com 25 tentos, ao lado de Saturnino Cardozo. Festa da modelo Larissa Riquelme, que estava no estádio acompanhando a partida, e dos torcedores paraguaios, maioria em Córdoba.


Logo após o gol, os gritos por Lucas voltaram a ecoar no estádio. Mesmo assim, o jogador do São Paulo seguia no aquecimento. Em campo, o maestro de Mano, Paulo Henrique Ganso, desafinava. Acertava pouco. Os passes não eram precisos, os dribles não funcionavam. Neymar também não conseguir repetir as boas atuações do Peixe.


Neymar perde gol, Valez não perdoa: 2 a 1 Paraguai. Fred empata no fim


O ataque da Seleção seguia sem pontaria. Nervosismo? Aos 20, Neymar pareceu não saber o que fazer com a bola. Ganso fez um lindo lançamento para o atacante, que ficou de frente para Villar. Em vez de finalizar de canhota, o camisa 11 preferiu chutar de direita e errou o alvo, deixando o arqueiro paraguaio evitar o segundo tento canarinho.


Na sequência, o Paraguai aproveitou mais uma falha da defesa brasileira para virar o jogo. Aos 22, Haedo Valdez recebeu dentro da áream chutou para defesa de Julio César, mas deu sorte de a bola bate em seu corpo antes de morrer no fundo do gol: 2 a 1. Com a desvantagem no placar, Mano atendeu o pedido da arquibancada e sacou Ramires para a entrada de Lucas. A Seleção seguiu mais perdida do que na etapa inicial, errando muitos passes.


Enquantos os brasileiros buscavam o empate, os paraguaios tocavam a bola. Em outros tempos impensável, os gritos de olé eram a favor dos rivais canarinhos e não do time de amarelo. No fim, Fred amenizou mais um tropeço da Seleção. Aos 44, o jogador recebeu passe dentro da área, girou e chutou sem chance para Villar. Tudo igual em Córdoba.

















BRASIL 2 X 2 PARAGUAI
Julio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Lucas), Paulo Henrique Ganso e Jadson (Elano); Neymar (Fred) e Alexandre Pato.Villar, Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Riveros (Cáceres), Estigarribia (Martinez) e Ortigoza; Santa Cruz e Barrios (Valdez).
Técnico: Mano MenezesTécnico: Gerardo Martino
Gols: Jadson, aos 39 minutos do primeiro tempo; Santa Cruz, aos dez minutos, Valdez, aos 22 minutos, Fred, aos 44 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Jadson, Lucas Leiva e Alexandre Pato (Brasil); Barrios (Paraguai)
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Humberto Clavijo e Francisco Mondria
Estádio: Mario Alberto Kempes, em Córdoba (ARG)

Fred faz gol salvador, Brasil empata com Paraguai mas segue sob risco na Copa América

Foi por pouco. Em uma nova atuação desastrosa, o Brasil se livrou de uma derrota para o Paraguai graças a um gol salvador de Fred, aos 44min do segundo tempo. O jogo terminou 2 a 2, e a equipe de Mano Menezes segue sob risco de dar vexame na Copa América.













Brasil x Paraguai















































Foto 18 de 40 - Neymar tenta se livrar da marcação paraguaia nos primeiros minutos do segundo jogo do Brasil na Copa América. AFP PHOTO / MIGUEL ROJO




Com o empate, brasileiros e paraguaios somam dois pontos no Grupo B. Na quarta-feira, às 21h45, o selecionado pentacampeão mundial precisa ganhar do Equador para se classificar às quartas de final. Um tropeço pode significar uma eliminação precoce, o que seria um vexame histórico para o país atual bicampeão continental.



Os aficionados brasileiros, minoria no estádio Mario Kempes, em Córdoba, não gostaram do que viram e pediram até por Marta, jogadora eleita por cinco vezes a melhor do mundo.



Mano Menezes também foi alvo dos protestos. O treinador surpreendeu ao sacar o criticado Robinho e apostar em Jadson. O novo titular errava muitos passes e estava mal, quando abriu o placar aos 38min do primeiro tempo.



No intervalo, apesar de ter balançado a rede, Jadson deu lugar a Elano. O Brasil começou a errar demais e chegou a ficar na roda, para delírio dos paraguaios, que dominaram as arquibancadas, graças também ao apoio de argentinos infiltrados.



Aos 10min, Estigarribia fez o passe para o meio, Santa Cruz entrou sozinho e bateu colocado, tirando Julio Cesar do lance.



O pior estava por vir. Aos 21min, Daniel Alves perdeu a bola na área para Riveros, que tocou para Santa Cruz. O camisa 9 só rolou para Valdez, que chutou prensado em Lucio. A bola bateu no paraguaio e encobriu Julio Cesar.



Neymar e Pato não acertaram uma jogada e foram anulados pela marcação rival. Mano mandou a campo Lucas e Fred, nos lugares de Ramires e Neymar. O jovem santista, principal revelação do futebol brasileiro, ouviu uma sonora vaia de todo o estádio.



E foi do centroavante do Fluminense que saiu o gol salvador, aos 44min. O camisa 19 girou sobre o zagueiro e finalizou com precisão.









Carlos Padeiro


Em Córdoba (Argentina)