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domingo, 3 de julho de 2011

Ademilson e Adryan brilham de novo, Brasil bate Japão e está na semifinal


Por GLOBOESPORTE.COM


Querétaro, México








O Brasil está na semifinal do Mundial Sub-17 e segue na luta pelo quarto título. Mais uma vez, a equipe do técnico Emerson Ávila contou com gols de Ademilson, do São Paulo, e Adryan, do Flamengo, para vencer o Japão por 3 a 2 neste domingo em Querétaro, no México, pelas quartas de final. O primeiro gol do jogo foi de Léo, do Cruzeiro. Após fazer 3 a 0, a Seleção levou um sufoco nos minutos finais e quase cedeu o empate.


Camisa 10 e um dos destaques da equipe, Adryan não vai enfrentar o Uruguai pela semifinal: o jogador do Flamengo recebeu o segundo cartão amarelo na competição e está suspenso. Porém, Emerson Ávila poderá contar com o retorno de Lucas Piazon, atacante do São Paulo negociado com o Chelsea e que não atuou contra o Japão por suspensão. A partida contra a Celeste será na quinta-feira, às 17h (de Brasília), em Guadalajara, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM e do SporTV.


leo brasil sub 17 gol japão (Foto: Agência EFE)Léo comemora o primeiro gol da Seleção na vitória sobre o Japão nas quartas de final (Foto: Agência EFE)




Ademilson é o vice-artilheiro do Mundial com cinco gols. O líder da tabela é Souleymane Coulibaly, atacante da Costa do Marfim que marcou nove vezes em quatro partidas. Mas a seleção africana já está eliminada e o brasileiro tem mais duas partidas, se a Seleção chegar à final, para buscar a artilharia.


Os outros semifinalistas serão conhecidos na segunda, quando a Alemanha enfrenta a Inglaterra em Morelia, enquanto o anfitrião México encara a França. A final da competição está marcada para o próximo domingo, às 20h (de Brasília), na Cidade do México.


Após 3 a 0, Japão quase entrega o empate


O Brasil dominou o primeiro tempo e abriu o placar contra o Japão aos 15: Adryan cobrou escanteio na cabeça de Leo, que subiu bem de cabeça e fez 1 a 0. Foi o segundo gol do atacante do Cruzeiro, que substituiu Lucas Piazon no time titular, no Mundial. Aos 40, a pior notícia da parttida para Emerson Ávila: Adryan entrou de sola em Iwanami e recebeu cartão amarelo, que o deixará fora da semifinal.





Na etapa final, Ademilson precisou de apenas dois minutos para ampliar. Após cruzamento de Guilherme, do Vasco, o atacante do São Paulo dominou na área e bateu de canhota, sem defesa para Nakamura. Foi o quinto gol de Ademilson em cinco partidas no torneio.


O artilheiro brasileiro ainda teve mais duas grandes chances logo após balançar a rede. Primeiro, chutou para fora. Depois, bateu para defesa do goleiro e no rebote chutou por cima da baliza. Aos 8, Ishige assustou a Seleção e acertou uma bola no travessão de Charles. Mas o Brasil respondeu com um golaço: Adryan entrou pela área na esquerda, deu um drible de letra em Kawaguchi e acertou o ângulo direito do goleiro japonês. Brasil 3 a 0.


Com a classificação praticamente garantida, a Seleção diminuiu o ritmo e acabou sendo pressionada pelo Japão. Aos 31, os japoneses diminuíram: Takagi entrou pela direita e cruzou para Nakajima, sozinho na marca do pênalti, tocar com categoria no canto esquerdo de Charles.


A seleção asiática se empolgou e lutou pelo empate. O segundo gol saiu aos 42, quando Hayakawa aproveitou um rebote na pequena área, depois que a bola bateu no travessão, e marcou: 3 a 2. Logo em seguida, Takagi cruzou da direita, a bola passou por todos na área, e assustou os brasileiros.


















JAPÃO 2 X 3 BRASIL
Nakamura, Kawaguchi, Iwanami, Ueda, Muroya, Akino (Matsumoto), Fukai, Ishige, Kida (Nakajima), Hayakawa e Minamino (Takagi)Charles, Wallace, Matheus, Marquinhos e Emerson; Misael, Marlon Bica, Guilherme (Hernani) e Adryan; Léo (Wellington) e Ademilson (Claudio Winck).
Técnico: Hirofumi YoshitakeTécnico: Emerson Ávila
Gols: Léo, aos 15 do primeiro tempo; Ademilson, aos 2 do segundo tempo; Adryan, aos 15 do segundo tempo; Nakajima, aos 32 do segundo tempo; Hayakawa, aos 43 do segundo tempo
Cartão amarelos: Adryan (Brasil)
Estádio: Corregidora, em Querétaro (México). Data: 3/7/2011. Árbitro: Roberto Garcia (MEX). Assistentes: Alejandro Ayala (MEX) e Victor Calderón (MEX)

Pilar da zaga tricolor, Miranda lembra de Muricy e diz que sai 'consagrado'


Por Marcelo Prado


São Paulo


Miranda recebe homenagem do São Paulo (Foto: Luis Moura / Ag. Estado)



Miranda mostra a placa que ganhou de presente
do São Paulo (Foto: Luis Moura / Ag. Estado)

Bellini, Mauro, Roberto Dias, Oscar, Dario Pereyra, Ricardo Rocha. Nomes de alguns dos zagueiros que fizeram história com a camisa do São Paulo. E essa lista ganhou mais um integrante nesta semana. Após cinco anos no clube, Miranda deu adeus ao Tricolor para tentar vencer na Europa. Por três temporadas, vestirá a camisa do Atlético de Madri (ESP). E certamente deixará saudades no Morumbi.


Os números justificam tal condição. Miranda completou 260 partidas pelo Tricolor. Era o segundo atleta do elenco com mais jogos disputados, atrás apenas de Rogério Ceni. Foi tricampeão brasileiro (2006, 2007 e 2008) e por quatro vezes foi eleito o melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro.


O camisa 5 soube cavar seu espaço no time do Morumbi. Foi contratado em 2006 por empréstimo do Sochaux (FRA) com uma missão complicada pela frente: substituir o uruguaio Diego Lugano, que após o vice-campeonato da Libertadores daquele ano, se transferiu para o Fenerbahçe (TUR). Ainda demorou um pouco para ser utilizado por Muricy Ramalho mas, quando entrou, não saiu mais. Acima da média com a bola nos pés, com rapidez nas antecipações e muita força no jogo aéreo, Miranda logo se tornou inquestionável no setor. Tanto que, um ano depois, foi contratado em definitivo por US$ 1,2 milhão (R$ 2 milhões).


Miranda é apresentado no São Paulo 2006 (Foto: VIPCOMM)

Miranda foi contratado pelo São Paulo em 2006 para substituir Diego Lugano (Foto: VIPCOMM)

Embora sempre tivesse batido na trave em termos de Libertadores, Miranda foi destaque nos três títulos brasileiros. Em 2007, inclusive, formou a melhor defesa da história do nacional, com apenas 19 gols sofridos em 38 partidas. Logo começou a chamar a atenção de clubes europeus, mas o São Paulo sempre bateu o pé e resolveu segurá-lo. No ano seguinte, novo título brasileiro. Em 2009, mesmo com o início do jejum tricolor, Miranda seguiu com suas boas atuações, tanto que passou a ser convocado para a Seleção Brasileira comandada por Dunga.


Miranda na partida da Seleção Brasileira (Foto: Reuters)

Miranda jogou na Seleção Brasileira com Dunga,
mas ficou fora da Copa da África (Foto: Reuters)

Em 2010, pode-se dizer que o camisa 5 viveu seu inferno astral. Assim como o time, o nível de suas atuações caiu bastante. Na seleção, caiu em desgraça com Dunga após ser expulso contra a Venezuela e ficou fora da Copa do Mundo da África. No âmbito pessoal, sofreu um baque enorme com a morte de sua irmã. Depois de uma queda absolutamente normal, voltou a jogar bem em 2011, quando se despediu do Tricolor.


Abaixo, Miranda, em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, diz que marcou o nome na história do clube, agradece muito a Muricyo e revela ter um projeto de retornar ao clube do Morumbi após cinco anos na Europa.


Você chegou em 2006 como um desconhecido zagueiro vindo do Sochaux (FRA) e hoje sai como o Miranda do São Paulo. Acha que marcou o nome na lista dos grandes zagueiros da história do clube?


Eu penso nisso. Tive muitas conquistei, levei o nome do São Paulo para a Seleção Brasileira. Foram cinco anos de muita alegria. O que eu conquistei por aqui vai ficar marcado por toda a história, ninguém nunca vai apagar. Só tenho a agradecer. Cheguei em 2006 e soube percorrer o meu caminho. Tive sucesso pela minha performance e pela pessoa que eu sou. Tive personalidade quando necessário, mostrei comando quando foi preciso. Soube respeitar os companheiros e fui respeitado. Acho que saio consagrado, com vários títulos e muitos prêmios conquistados.


Mensagem da placa que Miranda ganhou de presente (Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)

Mensagem escrita pela diretoria do São Paulo na placa que Miranda ganhou de presente na última quarta-feira, antes da partida contra o Botafogo, pelo Brasileirão (Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)

Nos cincos anos de São Paulo, qual foi o melhor time que você jogou?


Sem dúvida foi o de 2007. Conquistamos o Brasileiro com rodadas de antecedência, e a defesa era algo fora do normal. Foi a melhor defesa em que joguei. Tinha eu, o Alex Silva, o Breno e o André Dias, que pouco jogou porque estava com um problema jurídico. Na época, o Muricy até falava que a qualidade da nossa defesa dava tranquilidade aos atacantes porque eles sabiam que era muito difícil nós tomarmos gol.


Uma pessoa muito importante nesse seu crescimento foi o Muricy Ramalho, não?


Sem dúvida, ele é quem acreditou no meu potencial, me passou confiança, me fez mostrar o meu melhor. Ele dava muita importância ao aspecto psicológico, fazia você entrar em campo acreditando que podia mostrar o seu melhor. O meu entrosamento com ele era realmente muito bom, só tenho de agradecer ao Muricy.



Se puder, penso em voltar no futuro para conquistar a Libertadores que ficou faltando"

Miranda

Em todo esse período, quais foram as derrotas mais doídas?


Duas me marcaram muito, foram difíceis de assimilar. A primeira foi a queda para o Fluminense em 2008, com aquele gol do Washington no Maracanã no último minuto. E a outra foi o tropeço para o Inter no ano passado no Morumbi. As vagas nas finais da Libertadores e no Mundial de Clubes estavam muito perto e deixamos escapar. Sem dúvida, faltou o título da Libertadores para marcar de vez a minha passagem no clube.


Individualmente, você sempre esteve muito bem, tanto que foi eleito por quatro vezes o melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro. Em 2010, no entanto, você não esteve nada bem. Até pelos problemas que teve, pode-se dizer que foi seu pior ano no clube? (Nota da redação: no ano passado, Miranda perdeu a irmã e ficou fora da convocação para a Copa na mesma semana)


Não foi fácil, por muito tempo não consegui jogar 100%. Fisicamente, estava muito bem, mas a cabeça sentiu o baque. Mesmo assim, acho que pude ajudar de alguma maneira. É claro que cometi falhas, mas procurei sempre honrar a minha camisa.


Na sua chegada, o São Paulo era um time acostumado a conquistar títulos. Hoje, vive um jejum de três anos sem conquistas. O que aconteceu?


É um ciclo que qualquer clube enfrenta. Depois de três anos nos quais o São Paulo conquistou praticamente tudo, é normal cair de rendimento. A diretoria mudou sua filosofia, hoje o time é muito jovem e experiência e entrosamento não aparecem do dia para a noite. Tenho certeza que no futuro esse time voltará a conquistar títulos.


borges miranda são paulo 2008 (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Miranda e Borges comemoram o título brasileiro de 2007 (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Qual sua expectativa para a sua segunda passagem pela Europa?


Agora vou preparado. Quando deixei o Coritiba para jogar o Sochaux, tinha apenas 19 anos e fui vendido depois de jogar apenas um ano pelo time profissional. Ainda fui sozinho e enfrentei muitas dificuldades. Agora tudo é diferente. Conquistei títulos no São Paulo, defendi a Seleção Brasileira, casei, tenho filhos. Atingi vários objetivos na minha carreira. Tenho certeza de que tudo dará certo.


Qual seu projeto para o restante de sua carreira? Pensa em voltar ao São Paulo?


Meu contrato com o Atlético de Madri é de três anos. Depois, ainda gostaria de jogar por mais duas temporadas na Europa antes de pensar em voltar. Na volta, ainda terei lenha para queimar no Brasil. É só ver o exemplo do Edu Dracena, que ficou muito tempo na Turquia, voltou para o Santos como capitão e acabou de ser campeão da Libertadores.


Quer deixar uma mensagem para a torcida tricolor?


Quero muito agradecer o apoio de todos e pedir desculpas para quem eu não pude agradar. Se puder, penso em voltar no futuro para conquistar a Libertadores que acabou faltando.


miranda são paulo 2008 (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Miranda deixa o São Paulo idolatrado pela torcida tricolor (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Sub-17 vence mais uma partida na Copa 2 de Julho

Ana Luiza Rosa




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Por Alex Silva / saopaulofc.net - Foto de arquivo




O time sub-17 do São Paulo voltou a vencer na Copa 2 de Julho, torneio que disputa na Bahia. A equipe, vice-campeã da disputa no ano passado, venceu neste domingo o Simões Filho por 5 a 0, com três gols de Paulo e dois de Lucas Pageu, e lidera o grupo E do torneio - tem mesma pontuação e saldo que o Lauro de Freitas, mas leva vantagem no número de gols marcados.


Aos nove minutos de jogo Lucas Pageu abriu o marcador para o Tricolor após jogada de Allan pela direita. Aos 28, mais um gol são-paulino, agora marcado por Paulo. O jogador aproveitou o rebote do goleiro, que não conseguiu segurar a finalização de Pedrinho, e ampliou o placar.


No segundo tempo mais gols são-paulinos. Aos nove minutos Lucas Farias fez bela jogada e Lucas Pageu marcou mais um. Dez minutos depois, Romário cruzou e Paulo fez o terceiro dele no jogo. O gol que decretou a goleada saiu aos 36, mais uma vez com Paulo, que aproveitou a jogada de Romário pela linha de fundo e balançou as redes.


No sábado, o Tricolor havia superado o Galícia por 3 a 2, gols de Paulo (2) e Pedrinho. O próximo jogo do São Paulo será na terça-feira (05), contra o The Villages (dos EUA). A partida será realizada em Lauro de Freitas, às 17h.

Brasil sub-17 passa sufoco, mas vai às semis


Se o time principal da seleção brasileira vacilou na Copa América, a mesma história não se aplica aos garotos do Brasil na disputa da Copa do Mundo sub-17 no México. Neste domingo à noite, os meninos venceram o Japão em um jogo eletrizante por 3 a 2 e garantiram a vaga nas semifinais do Mundial. O adversário do time verde-amarelo na próxima fase será o Uruguai, que vence o Uzbequistão por 2 a 0.



O Brasil abriu o placar aos 15 minutos de partida, com Léo, que subiu mais alto do que todo mundo no primeiro pau em uma cobrança de escanteio: 1 a 0. Na etapa final, o time canarinho ampliou logo aos dois minutos. Ademilson recebeu dentro da área e bateu na saída de Nikamura. Aos 15, veio o terceiro gol. Adryan fez linda jogada dentro da área e bateu alto, sem chances para Nikamura.



Quando a partida parecia esta sob controle, o Japão reagiu de maneira fulminante. Aos 32, Takagi fez boa jogada e cruzou rasteiro para Nakajima bater de primeira, sem chances para Charles. O time asiático marcou o segundo aos 42, após cobrança de escanteio de Ishige. O arqueiro brasileiro saiu mal do gol, Nakajima testou na trave e, no rebote, Hayakawa mandou de cabeça para o fundo da rede.



A garra japonesa deixou os brasileiros nervosos e o time começou a cometer erros defensivos, que quase resultaram no empate do Japão nos momentos finais. Contudo, passado o susto, veio o apito final e a classificação verde-amarela para as semifinais da Copa do Mundo sub-17.

Brasil frustra a torcida e fica apenas no 0 a 0 com a Venezuela na estreia


Por GLOBOESPORTE.COM


La Plata, Argentina





alexandre pato brasil venezuela copa américa (Foto: Agência Reuters)

Pato chutou no travessão a melhor chance da
partida contra Venezuela (Foto: Agência Reuters)

Não foi só a Argentina que sofreu na estreia na Copa América. Neste domingo, o Brasil ficou no 0 a 0 com a Venezuela, em La Plata, e também começou a competição com uma grande frustração. A exibição ficou longe expectativa criada em cima da Seleção, que contou com a dupla Ganso-Neymar. O ataque não funcionou, principalmente, na segunda etapa, e o time teve que ouvir as vaias de reprovação.


Com o resultado, as equipes somam um ponto no Grupo B, que ainda tem Paraguai e Equador. No próximo sábado, às 16h (de Brasília), em Córdoba, a Seleção Brasileira enfrenta o Paraguai na segunda rodada da fase de grupos.



Brasil domina, mas peca na hora de finalizar


Assim como havia sido pedido por Mano Menezes, o Brasil iniciou a partida com a marcação bastante avançada para tentar sufocar a saída de bola venezuelana. A estratégia serviu para garantir à Seleção Brasileira grande superioridade na posse de bola. A equipe chegava ao ataque, mas faltava acertar o último passe. Robinho, Neymar, Ganso e Pato tentavam entrar na área na base da tabela, mas a defesa adversária estava bem postada.






Em uma boa decida pela direta com Daniel Alves, o Brasil criou sua primeira grande oportunidade. O lateral cruzou na medida para Pato, que dominou e mandou uma bomba no travessão. Depois do lance, um cachorro entrou no gramado e o jogo precisou ser paralisado até que ele saísse. O time, no entanto, não esfriou. Mas a pontaria não estava calibrada.


Robinho também teve uma ótima chance e não conseguiu balançar a rede. Ele recebeu de Neymar e tocou na saída do goleiro, mas, antes que a bola entrasse, o zagueiro Vizcarrondo se atirou no chão e cortou com o ombro. Antes do fim da primeira etapa o Brasil ainda teve mais uma oportunidade, desta vez em jogada da dupla santista Ganso-Neymar. O camisa 10 fez ótimo lançamento e deixou o companheiro na cara do gol, mas a bola saiu à esquerda do gol de Vega.


Com a postura mais defensiva, a Venezuela pouco ameaçou no ataque, e Julio Cesar foi quase um espectador. Na saída do campo para o vestiário, o técnico da Venezuela, César Farias, tentou intimidar Neymar. Os jogadores e comissão técnica do Brasil, entre eles Mano Menezes, foram defender o atacante e criou-se uma grande confusão.


Mano tenta fazer mexidas na frente, mas ataque segue inoperante


neymar brasil venezuela copa américa (Foto: agência AP)

Neymar pede pênalti, não dado (Foto: agência AP)

No retorno para o segundo tempo, o Brasil manteve a tática pressionar a saída de bola venezuelana, mas também seguiu com os erros na hora de entrar na área adversária para tentar a finalização. Por causa dessa dificuldade, o técnico Mano Menezes fez uma alteração. Colocou Fred, um atacante mais fixo na frente, e tirou Robinho, que deixou o campo vaiado.


Como o panorama não mudava e a Venezuela começava a chegar com mais frequência, Mano lançou também o jovem Lucas, do São Paulo, que já era pedido pela torcida no Ciudad de La Plata, e Elano. Os escolhidos para sair foram Alexandre Pato e Ramires.


Até os 35 minutos, o Brasil só havia chutado em gol apenas uma vez, enquanto o adversário finalizou em duas oportunidades. Neste cenário de inoperância de ambos os lados, a partida foi se arrastando até o apito final do árbitro. Os jogadores tiveram que ir para o vestiário sob o som das vaias.















BRASIL 0 X 0 VENEZUELA
Júlio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Elano) e Ganso; Robinho (Fred), Neymar e Alexandre Pato (Lucas).Vega, Rosales, Perozo, Vizcarrondo e Cichero; Rincón, Lucena, González (Di Giorgi) e Arango; Fedor (Maldonado) e Rondón (Moreno).
Técnico: Mano MenezesTécnico: César Farias
Cartões amarelos: ThiagoSilva (Brasil); Rondón, González, Moreno (Venezuela)
Local: Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata. Data: 03/07/2011

Meninas goleiam e vão às quartas na Copa

Marta, duas vezes, e Rosana anotaram os gols contra Noruega

Meninas do Brasil comemoram com dancinha um dos três gols marcados diante da Noruega / Foto: Johannes Eisele/AFP

Depois de uma estreia sofrida, a seleção brasileira contou com uma atuação de gala de Marta e garantiu a vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de futebol feminino, na Alemanha. A classificação veio com a goleada por 3 a 0 sobre a Noruega pela segunda rodada grupo D, na Alemanha. Marta, duas vezes, e Rosana balançaram as redes na Arena im Allerpark, em Wolfsburgo.



Com o resultado, o Brasil somou seis pontos e segue com 100% de aproveitamento na liderança do grupo. O rival da próxima etapa será Suécia ou Estados Unidos. Encerrando sua participação na primeira fase, as brasileiras enfrentam a Guiné Equatorial, na quarta-feira, dia 6, em Frankfurt. Com três pontos, Noruega e Austrália disputam a segunda vaga em um confronto direto.



Genialidade de Marta



Sob chuva e com público em torno de 27 mil pessoas, a Noruega começou melhor na partida, enquanto a seleção brasileira ficava mais recuada em campo. Contudo, a empolgação das europeias não durou muito por conta do talento de Marta.



Eleita melhor do mundo cinco vezes consecutivas pela Fifa, ela balançou a rede aos 22 minutos, em um lance de genialidade. Ela recebeu lançamento de Érika e partiu para cima da defensora Maren Mjelde. Com três pedaladas, deixou a marcadora no chão e bateu para fazer um belo gol.



Enquanto a Noruega ameaçava com o jogo aéreo, o Brasil chegava com perigo por conta do talento individual de suas jogadoras. Aos 42 minutos, Rosana recuperou uma bola dividida no meio-campo e bateu de primeira. A bola só não entrou por causa da boa defesa Ingrid Hjelmseth, que espalmou por cima do gol.



Brasil fulminante no 2º tempo



No segundo tempo, o Brasil tratou de definir sua classificação de maneira fulminante. Logo no primeiro minuto, o talento de Marta fez a diferença novamente. Após aplicar uma série de dribles, ela deu passe para Rosana ampliar. Um minuto depois, em um recuo errado para a goleira Hjelmseth, a atacante Cristiane roubou a bola e chutou sobre a zaga. No rebote, Marta limpou e bateu rasteiro: 3 a 0.



Do outro lado, a técnica da Noruega, Eli Landsem, promoveu as três alterações para regir na partida. O time melhorou, mas não o suficiente para balançar as redes brasileiras ou competir com o talento de Marta.



FICHA TÉCNICA


BRASIL (3)



Andréia, Daiane (Renata Costa), Aline e Érika; Maurine, Formiga, Ester (Grazielle), Rosana e Fabiana (Francielle); Marta e Cristiane. Técnico: Kleiton Lima



NORUEGA (0)



Hjelmseth, Holstad, Mjelde, Stensland, (Ims) e Lund; Ronning, Herlovsen, Kaurin (Thorsnes) e Giske; Mienna e Haavi (Pederson). Técnica: Eli Landsem



Gols: Marta 22 minutos do primeiro tempo e aos 3 min do segundo tempo; Rosana no primeiro minuto do segundo tempo
Amarelo: Daiane (Brasil)
Árbitro: Kari Seitz (USA)
Local: Arena im Allerpark, Wolfsburg (Alemanha)