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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Após goleada, diretoria, elenco e comissão técnica fazem reunião no CT


Por Marcelo Prado


São Paulo


Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo (Foto: VIPCOMM)

Dirigente conversou com os jogadores na tarde desta
segunda-feira, no CT (Foto: VIPCOMM)



É inegável que a goleada de 5 a 0 para o Corinthians trouxe enorme desconforto ao São Paulo. Após as cinco vitórias consecutivas, que levaram o time ao primeiro lugar do Campeonato Brasileiro, o tropeço no estádio do Pacaembu trouxe um clima de incerteza para os lados do CT da Barra Funda. Até para voltar a colocar a coisa nos trilhos, houve uma reunião na tarde desta segunda-feira entre o elenco, o técnico Paulo César Carpegiani e o diretor de futebol, Adalberto Baptista.


- É claro que ninguém gosta de perder da maneira que foi. Porém, da mesma maneira que eu não me iludia com as cinco vitórias, não vou achar que após uma derrota está tudo errado, que nosso trabalho precisa ser mudado. Foi uma reunião para passar mostrar que temos certeza de que estamos no caminho certo e que derrotas acontecem. Internamente, não podemos agir como torcedor – afirmou o dirigente são-paulino.


O dirigente também deixou claro que, apesar das críticas da torcida terem voltado, nada mudará em caso de uma nova derrota, desta vez para o Botafogo, na quarta-feira.


- O Carpegiani é experiente e não precisa de amostras de que está prestigiado. Foi mais para o plantel, para passar confiança. Nosso elenco é muito jovem e temos que estar juntos para ninguém desanimar. É claro que a pressão vai existir da torcida na quarta-feira. Torcedor não gosta, sofre, principalmente porque chega ao trabalho e vê o rival tirando sarro. Mas temos uma filosofia, que é a mais adequada ao nosso momento e nada vai fazer que isso seja mudado – ressaltou.

Já o lateral-direito Jean, o único jogador a conversar com os jornalistas, comemorou o fato de o time ter a partida de quarta-feira para apagar a má impressão deixada no final de semana.


- Nossa vontade de jogar só aumenta porque sabemos que ainda somos líderes. Temos que esquecer rapidamente o que aconteceu. Ainda bem que haverá o jogo na quarta-feira. É nessa hora que você tem que levantar a cabeça. É difícil encontrar explicações sobre o que aconteceu. Mas só nós jogadores podemos reverter essa situação

Três meses após o 100º gol, Ceni vê rival aplicar maior derrota da carreira


Por Marcelo Prado


São Paulo





O futebol é o único esporte que mostra enormes reviravoltas em tão pouco tempo. Que o diga Rogério Ceni. No último dia 27 de março, na Arena Barueri, em jogo válido pelo Campeonato Paulista, o goleiro e capitão são-paulino foi herói da vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, partida que, além de celebrar o incômodo fim de um jejum de 11 jogos sem ganhar do rival, marcou o centésimo gol de sua carreira. Três meses depois, já pelo Brasileirão, o camisa 1 viu o rival atropelar sua equipe por 5 a 0 e ainda levou um frango no quinto gol alvinegro, marcado por Jorge Henrique.


rogerio ceni são paulo corinthians (Foto: Mario ângelo / Agência Estado)Ceni lamenta um dos gols marcados por Liedson no Pacaembu (Foto: Mario Ângelo / Agência Estado)

Foi a sétima vez na carreira que Rogério Ceni levou cinco gols em um mesmo jogo. Em termos de tentos sofridos, pode-se dizer que a goleada do último domingo foi a maior da carreira, já que ele esteve em campo durante os 90 minutos. No Campeonato Brasileiro de 2001, o São Paulo foi goleado por 7 a 1 para o Vasco, mas Ceni atuou por apenas dez minutos, até ser expulso pelo juiz Carlos Eugênio Simon por colocar a mão fora da área. Alencar entrou no seu lugar e levou todos os gols vascaínos.


Veja a lista das maiores goleadas sofridas por Rogério Ceni













































DATAADVERSÁRIOCAMPEONATOPLACAR
20/8/1998CruzeiroMercosul1 x 5
31/7/1999Boca Juniors (ARG)Mercosul1 x 5
6/2/2000FlamengoRio-São Paulo2 x 5
25/1/2001FluminenseRio-São Paulo1 x 5
8/7/2001FlamengoCopa dos Campeões3 x 5
27/4/2003PaysanduBrasileiro2 x 5
26/6/2011CorinthiansBrasileiro0 x 5

A tarde de Rogério Ceni não foi fácil desde o início. Com um time muito desfalcado, ele viu muitos garotos à sua frente. Com um minuto, ele já fez uma grande defesa em chute cruzado de Paulinho. No restante do primeiro tempo, apesar da maior posse de bola corintiana, a marcação são-paulina manteve-se firme. A história da partida para o São Paulo e principalmente, para o seu goleiro começou a mudar aos 40, quando Carlinhos Paraíba foi expulso. No lance, ao reclamar com o juiz Rodrigo Braghetto, ele foi advertido com o cartão amarelo.


Com um homem a menos, o São Paulo foi atropelado no segundo tempo. Ceni foi vazado pela primeira vez logo a um minuto, em golaço de Danilo. Logo depois, o camisa 1 fez grande defesa em chute cruzado de Jorge Henrique. Em desvantagem, o Tricolor mal assimilou o primeiro golpe e logo levou o outro. Aos oito, após cobrança de escanteio, o goleiro ainda fez milagre em cabeçada de Paulinho ao espalmar. Na sobra, Liedson foi mais rápido que a defesa adversária e só empurrou para as redes.


O pior só estava por vir para Ceni que, aos 14, viu Ralf acertar uma pancada de fora da área na sua trave esquerda. Com o passar do tempo, o Tricolor ainda se expôs mais e o goleiro virou um mero refém. No minuto seguinte, Liedson, após se livrar como quis de Xandão, fuzilou o capitão são-paulino que nada pode fazer: 3 a 0. Logo depois, uma cena ocorrida em Barueri se repetiu: falta para o Tricolor na entrada da área. A torcida corintiana, em coro, pediu que Ceni fosse bater a falta. O camisa 1, no entanto, não deixou a sua meta para fazer a cobrança.





O passeio alvinegro continuou e, aos 34, em rápido contra-ataque, Liedson fez mais um: 4 a 0. O golpe de misericórdia foi dado por Jorge Henrique dois minutos depois. Ele arriscou chute de fora da área, a bola quicou no gramado e enganou o goleiro são-paulino, que falhou e levou um frango. Fim de uma tarde que Rogério Ceni vai demorar muito tempo para esquecer.


Indignado, Ceni não quis conversa com os jornalistas. Na saída do gramado, em rápida declaração, reclamou muito do juiz Rodrigo Braghetto, responsabilizando-o pela goleada sofrida. Depois, na saída do vestiário do Pacaembu, pediu para não falar. Líder maior do time, o capitão terá muito trabalho e pouco tempo para colocar os nervos dos companheiros no lugar, já que na quarta-feira a equipe buscará a reabilitação no Campeonato Brasileiro contra o Botafogo, em partida marcada para às 21h50m, no estádio do Morumbi.

Com um a menos, Tricolor perde para o Corinthians

Kaue Freitas







Rodrigo Braghetto. Este foi o nome do clássico da tarde deste domingo, no Pacaembu. Vejamos. Um jogo muito disputado, com chances para ambas as equipes. Até aí, tudo bem. Mas na hora de marcar as faltas, o árbitro não usou o mesmo critério para as duas equipes.


O corintiano Jorge Henrique, por duas vezes, deu carrinho criminoso em Marlos. Qual a reação de Braghetto? Nenhuma. Por outro lado, deu um cartão amarelo muito questionável a Carlinhos. Na sequência, o camisa 20 acabaria recebendo o segundo cartão e deixaria o jogo mais cedo.


Com um a menos, o Tricolor bem que tentou. Mas em desvantagem devido ao árbitro, na "casa" do adversário, não resistiu. O Corinthians se aproveitou disso e marcou cinco gols no segundo tempo e venceu por 5 a 0. Liedson, três vezes, Jorge Henrique e Danilo fizeram os gols corintianos.


O resultado acaba com o 100% do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Agora, após seis rodadas, a equipe ostenta cinco vitórias e uma derrota. Ainda sim, a liderança é tricolor - 15 pontos com 13 do próprio Corinthians.


ÁRBITRO ERRA E EXPULSA CARLINHOS


O técnico Paulo César Carpegiani esperava contar com Rhodolfo e Casemiro, mas ambos não reuniram condições de jogos e ficaram fora do clássico. Com isso, Bruno Uvini entrou na zaga tricolor, enquanto Rodrigo Caio foi o escolhido no meio. Foi a estreia do garoto no time profissional do Tricolor.


Logo no primeiro minuto de jogo, Rogério Ceni foi obrigado a fazer uma grande defesa após chute de fora da área. O jogo seguia, como dizem, lá e cá. No ataque são-paulino, Dagoberto, por pouco, não completou dois cruzamentos para o fundo da rede do goleiro Júlio Cesar.


Mas aos 40 minutos, o árbitro Rodrigo Braghetto começou a se perder. Carlinhos, que já havia recebido um cartão amarelo questionável, levou o segundo e acabou expulso. O curioso que Jorge Henrique fez duas faltas em Marlos e nem sequer foi advertido por ele.


CINCO GOLS DO RIVAL


O que o são-paulino mais temia aconteceu. Antes mesmo de completar um minuto da etapa final, o meia Danilo, ex-Tricolor, aproveitou bobeira da zaga, cortou Bruno Uvini e tocou para o gol livre. As coisas ficaram difíceis para o São Paulo no Pacaembu.


Aos oito, tudo ficou ainda pior. O atacante Liédson aproveitou rebote de Rogério Ceni e chutou para marcar o segundo gol corintiano no jogo. Com o revés parcial, Carpegiani fez sua primeira alteração: Ilsinho entrou no lugar de Marlos.


Aos 21, foi a vez de Henrique entrar no clássico. O camisa 17 ficou com a vaga de Fernandinho, que teve uma atuação regular. Nesta altura do jogo, o grupo são-paulino sabia que não poderia fazer muita coisa para reverter o placar, ainda mais com um jogador a menos. Liedson e Jorge Henrique ainda marcaria mais um antes do apito final.


REAPRESENTAÇÃO


O elenco são-paulino voltará aos treinamentos na tarde desta segunda-feira, às 15h30, no CT da Barra Funda. O Tricolor voltará a campo na próximo quarta-feira diante do Botafogo, no Morumbi. Neste jogo, Carpegiani contará com os retornos de Juan e Rodrigo Souto, que cumpriram suspensão automática no clássico.

Ademilson e Lucas Piazon marcam em empate do Brasil

Ana Luiza Rosa




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Por Alex Silva / saopaulofc.net




Mais uma vez os garotos do São Paulo atuaram muito bem pela Seleção Brasileira. Na noite deste domingo (26), em jogo válido pelo Mundial sub-17, contra a Costa do Marfim, os tricolores Ademilson e Lucas Piazon marcaram um gol cada, além de darem também uma assistência cada um, no empate em 3 a 3, que garantiu a liderança do grupo F à equipe.


Lucas Piazon abriu o placar aos sete minutos de jogo após receber excelente passe de Ademílson. O camisa 11 invadiu a área pela direita e bateu cruzado, sem chances de defesa para o goleiro rival.


A equipe sofreu o empate aos 12 minutos, com Coulibaly, mas outro gol tricolor veio logo em seguida. Ademilson, aos 13, acertou um chute cruzado e recolocou a equipe do técnico Emerson Ávila na frente.


Coulibaly estava impossível e marcou mais duas vezes, sendo que em uma delas fez um golaço de bicicleta. Mas Lucas Piazon, no úlltimo minuto, apareceu novamente para ajudar o Brasil. O jogador recebeu o lançamento na esquerda, viu Adryan sozinho no meio e tocou para o camisa 10, que chutou rasteiro no canto direito do goleiro Konate. Final de jogo, 3 a 3 e Brasil invicto na primeira fase.


Na próxima fase, o Brasil enfrentará o Equador, em jogo marcado para a próxima quarta-feira (29). A Costa do Marfim ficou com a segunda vaga do grupo F para a sequência da competição, que acontece no México.

Após goleada, Dagoberto diz que São Paulo chegou a liderança 'aos trancos e barrancos'






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Após goleada, Carpegiani tenta juntar os cacos e já pensa no Botafogo


Por Marcelo Prado


São Paulo








A semana do técnico Paulo César Carpegiani no São Paulo não será nada fácil. Se não bastasse a goleada sofrida por 5 a 0 para o Corinthians, o treinador será obrigado novamente a mudar a equipe, desta vez para o jogo de quarta-feira, contra o Botafogo, marcado para as 21h50m no estádio do Morumbi. Ele novamente não deverá contar com o zagueiro Rhodolfo, machucado e com os volantes Carlinhos Paraíba e Wellington, ambos suspensos.


Rhodolfo ainda não está 100% recuperado de um estiramento muscular sofrida na coxa esquerda. O camisa 4 fez tratamento intensivo durante toda a semana, mas não conseguiu se recuperar a tempo de enfrentar o Corinthians. Como haverá apenas um treino tático antes do duelo do meio de semana, Carpegiani não quer correr o risco de forçar a entrada do jogador e o perdê-lo por ainda mais tempo.


Carlinhos Paraíba foi expulso no primeiro tempo da partida contra o Corinthians. Já Wellington levou o terceiro cartão amarelo na segunda etapa. Carpegiani normalmente arma seu time com um volante de pega e outros dois que saem para o jogo. Para a vaga de Wellington, ele tem o retorno de Rodrigo Souto. O problema é quem utilizar na vaga de Carlinhos, já que Rodrigo Caio, que seria a opção imediata, não tem a mesma qualidade na saída de bola pela esquerda.


carpegiani são paulo corinthians (Foto: Mario ângelo / Agência Estado)Carpegiani tem problemas para armar o time para quarta-feira (Foto: Mario ângelo / Agência Estado)

Quem também volta ao time é o lateral-esquerdo Juan, que cumpriu suspensão diante do Corinthians. Com isso, Luiz Eduardo retornará para a zaga na vaga de Bruno Uvini, que não foi bem no clássico de domingo. Do meio para a frente, como ele segue sem contar com Lucas, a tendência é que ele mantenha o trio formado por Marlos, Dagoberto e Fernandinho.


Carpegiani não esconde a preocupação com o pouco tempo de preparação para a próxima partida, principalmente pelo aspecto psicológico da equipe, que foi muito afetado após a goleada sobre o rival.


- Pagamos um preço muito alto, é uma derrota que custou caro. Temos que lamber as feridas, temos jogo na quarta, tenho que encaminhar uma equipe e novamente terei desfalques. É preciso ter cabeça fria porque tenho que remontar um time e não vai ser fácil - ressaltou o treinador são-paulino.

Melhores momentos: Corinthians 5 x 0 São Paulo pela 6ª rodada do Brasileirão 2011







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