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domingo, 24 de abril de 2011

Ilsinho vive dia de atacante, mas não quer pedir vaga cativa no time titular


Por Adilson Barros e Carlos Augusto Ferrari


Barueri, SP







Ilsinho começou a carreira como lateral-direito, passou para o meio-campo e, neste domingo, viveu um dia de centroavante. Como um verdadeiro camisa 9, o jogador apareceu na área para marcar, de cabeça, o primeiro gol do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa, na Arena Barueri, avançando às semifinais do Paulistão.


- O Paulo (César Carpegiani) me pediu para acompanhar a jogada porque precisaria de gente na área. Dei um pique, me movimentei certo e acertei a cabeçada. Dei sorte. Não é minha especialidade - afirmou.


Mas não foi só como atacante que Ilsinho atuou. Foi dele também o passe para que Dagoberto fechasse o placar na etapa final. A função, aliás, seria de Lucas, mas o meia sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa direita no treino de sábado e acabou vetado. Assim, Marlos foi escalado em seu lugar.






- Fomos pegos de surpresa com a notícia de que o Lucas tinha sentido. É um jogador importantíssimo. Recebi a notícia de que iria jogar, fiz um gol e dei uma assistência. Tenho de agradecer à confiança do Paulo e da equipe. É um dia bem feliz para mim - ressaltou.


Apesar da boa atuação, Ilsinho ainda não conseguiu se firmar como titular absoluto. Mesmo sonhando com a vaga, evita fazer cobranças públicas ao treinador.


- Estou aqui para ajudar. Não cabe a mim questionar. Procuro aproveitar as oportunidades e creio que estou conseguindo. Quero dar continuidade ao bom trabalho - completou.

Carpegiani diz que placar foi justo e explica a sua 'tática suicida'


Por Adilson Barros e Carlos Augusto Ferrari


Barueri, SP







Na opinião do técnico Paulo César Carpegiani, o seu São Paulo mereceu vencer a Portuguesa por 2 a 0, neste domingo, na Arena Barueri, avançando às semifinais do Campeonato Paulista. O treinador também explicou os motivos por ter arriscado tudo ainda no primeiro tempo colocando uma formação bastante ofensiva.


- Vi um jogo com a obrigação de ganhar. Partimos e foi justo. Premiou a equipe mais madura e consciente até pela própria campanha - afirmou.


Carpegiani, que já tinha perdido Lucas de última hora, não teve muita paciência. Ainda na etapa inicial, sacou o volante Rodrigo Souto, machucado, e colocou o atacante Henrique. Com isso, o São Paulo ganhou ainda mais força ofensiva, porém, abriu espaços na defesa, o que gerou um certo descontentamento do capitão Rogério Ceni após o confronto.


- Nem sempre a equipe que você escala é a ideal. Quando tivemos o problema com o Rodrigo Souto, optei pela entrada de um centroavante. Tínhamos de ir para o tudo ou nada. Se fosse em outra situação, não faria essa escalação em momento algum. Foi pela necessidade do jogo. Era uma partida ímpar. Não tínhamos escolha. São circunstâncias do jogo que lhe obrigam a sair - ressaltou o téncico.


O comandante não gostou do rendimento da equipe no segundo tempo, principalmente pelo excesso de erros nas saídas de bola.


- O segundo tempo foi complicado. Sempre quem está perdendo se joga em cima. Nós não estávamos encaixando uma bola. Quando encaixamos, fizemos. Eles tiveram duas bolas perigosas, em cabeçadas principalmente - completou.

Rodrigo Souto sofre fisgada na panturrilha e é dúvida para quarta


Por Adilson Barros e Carlos Augusto Ferrari


Barueri, SP







O volante Rodrigo Souto, do São Paulo, deixou a Arena Barueri, neste domingo, após vitória sobre a Portuguesa, por 2 a 0, sentindo muitas dores na panturrilha esquerda. Ele reclamou de uma fisgada durante o confronto e admite que dificilmente poderá enfrentar o Goiás, quarta-feira, no Morumbi, jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.

- Na hora de dar um pique, eu apoiei a perna esquerda e senti a pontada na panturrilha, bem perto da parte de trás do joelho. Amanhã (nesta segunda-feira) vou fazer um exame para ver o que vai dar. Acho difícil jogar quarta, pois está doendo bastante. Mas prefiro não me precipitar. Quem sabe não seja nada grave? Vamos esperar - afirmou.

Se não puder jogar contra o Goiás, o volante espera pelo menos voltar a tempo de enfrentar o Santos, na semifinal do Paulistão, no próximo final de semana. Souto jogou no Peixe entre 2007 e 2009, viu surgir a dupla Paulo Henrique Ganso e Neymar. Agora enfrentará os dois.

- São jogadores diferenciados. O Paulo, por exemplo, tem um toque refinado na bola. Gosto muito de vê-lo jogar. É um cara que precisa ser bem marcado, pois é quem arma todas as jogadas. Mas nosso time também tem muita qualidade. Será o jogo bem legal.

A Federação Paulista de Futebol anuncia nesta segunda o local e o horário do San-São decisivo. A tendência é que seja sábado, em São Paulo, pois o Peixe precisa viajar em seguida para o México, onde, na terça-feira seguinte, enfrentará o América-MEX, pela Taça Libertadores.

São Paulo despacha a Portuguesa e pegará o Santos na semifinal paulista


Por Adilson Barros e Carlos Augusto Ferrari


Barueri, SP







O São Paulo não foi brilhante. Longe disso. Chegou até a passar dificuldades em vários lances. No entanto, fez prevalecer sua melhor qualidade técnica sobre a Portuguesa, neste domingo à tarde, na Arena Barueri. Venceu por 2 a 0 e fará a semifinal do Paulistão com o Santos, no próximo final de semana. A Lusa, na base da vontade, tentou se igualar, mas sofreu demais com a falta de qualidade de seus jogadores de frente e ficou no caminho.


Ilsinho e Dagoberto marcaram os gols do Tricolor. O clássico San-São deverá ser disputado no sábado, pois o Peixe precisa viajar para o México onde, na terça-feira seguinte, enfrentará o América-MEX pelas oitavas de final da Taça Libertadores da América. Como teve melhor campanha na primeira fase a equipe são-paulina será mandante, jogando no Morumbi.


Isinho do São Paulo comemora gol contra Portuguesa (Foto: Vipcom)Ilsinho comemora o primeiro gol (Vipcomm)

A Portuguesa bem que tentou endurecer. Começou o jogo bem posicionada, marcando bem no meio de campo e construindo jogadas pelo lado direito, com Henrique combinando lances com Marcos Pimentel. Com a bola no pé, a Lusa tinha três jogadores à frente - Henrique, Jael e Luis Ricardo - abrindo a zaga são-paulina.


Faltava, porém, maior capricho no passe final e mais movimentação. Embora rondasse a área tricolor, a Portuguesa não conseguia ameaçar Rogério Ceni. O São Paulo, que perdeu Lucas - machucado - antes do jogo, sentia falta de alguém para coordenar o meio. Só chegava em jogadas de bola parada. E foi exatamente assim que criou o primeiro lance de perigo da partida. Aos 25, Dagoberto cobrou falta da esquerda. Miranda subiu e desviou. A bola passou raspando a trave direita. Imediatamente após esse lance, a Lusa conseguiu, enfim, assustar o Rogério Ceni. Marco Antônio chutou de fora. O goleiro bateu roupa, mas se recuperou a tempo de pegar a bola antes que Jael chegasse.


Quando começava a ser abatido por uma certa preguiça, o São Paulo teve uma mãozinha do acaso. Aos 29, Rodrigo Souto, com dores, pediu para sair. O técnico Paulo César Carpegiani escolheu o atacante Henrique para substituir o volante. A mudança tática acordou o Tricolor. Com mais um jogador de frente, o time do Morumbi passou a criar jogadas com toques rápidos, bola no chão. Ilsinho e Marlos, em constante movimentação, abriam a linha de volantes da Lusa. Dagoberto também ajudava a confundir a zaga, com bastante velocidade. Dessa forma, o gol não tardou a sair. Aos 40, Marlos achou Jean entrando sozinho pela direita. O lateral foi à linha de fundo e acertou um belo cruzamento para Ilsinho, que escorou com força, de cabeça, matando o goleiro Weverton.


A Portuguesa não se abateu. Embora já não tivesse mais tanto a bola como nos primeiros minutos, ainda conseguiu dar outro susto nos são-paulinos quando, aos 44, Ferdinando recebeu passe de Marco Antônio e encheu o pé. O tiro, da entrada da área, saiu tão forte que Rogério espalmou para a frente. A zaga tricolor acabou afastando o perigo.


Dagoberto São Paulo x Portuguesa (Foto: Ag. Estado)Dagoberto, autor do segundo gol, disputa lance com o zagueiro Domingos (Agência Estado)

O São Paulo voltou meio sonolento para o segundo tempo. Parecia estar satisfeito com o 1 a 0. Passou a priorizar o toque curto, mais de lado, sem aprofundar jogadas. Quase pagou um preço muito caro por seu desinteresse. Aos 29, em cobrança de escanteio da esquerda, Luis Ricardo subiu no primeiro pau e desviou de cabeça. Rogério Ceni operou um milagre espalmando a bola. O lance acordou a Lusa, que, até então, havia sido um time burocrático, lento, sem um pingo de criatividade.


Após essa defesa do goleiro são-paulino, a Portuguesa começou a acreditar que era possível jogar de igual para igual. Aos 33, Ferdinando entrou pela meia esquerda e chutou rasteiro. Ceni defendeu novamente. No entanto, não dava para a Lusa se igualar à equipe são-paulina.


Quando o Tricolor parecia morto, um contra-ataque mortal. Aos 35, Ilsinho arrancou pela direita. À sua frente, nenhum marcador. Ele foi até a linha de fundo e cruzou para Dagoberto, que entrava sozinho pelo meio. O atacante, de chapa, pé direito, jogou a bola no canto direito. Ela ainda bateu na trave antes de morrer nas redes da Lusa. Estava resolvida a questão.

















SÃO PAULO 2 X 0 PORTUGUESA
Rogério Ceni, Jean, Rhodolfo, Miranda e Juan; Carlinhos Paraíba, Rodrigo Souto (Henrique), Casemiro e Ilsinho (Cléber Santana); Dagoberto e Marlos (Luiz Eduardo)Weverton, Marcos Pimentel, Domingos, Mauricio e Ademir Sopa (Ronaldo); Ferdinando, Guilherme, Marco Antônio (Rafael Silva) e Henrique (Ananias); Luis Ricardo e Jael
Técnico: Paulo César Carpegiani.Técnico: Jorginho.
Gols: Ilsinho, 40 minutos do primeiro tempo; Dagoberto, 35 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Rhodolfo (São Paulo), Marco Antônio, Maurício, Domingos (Portuguesa)
Data: 24/04/2011. Local: Arena Barueri. Árbitro: Aurélio Sant'anna Martins. Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Marco Antonio de Andrade Motta Junior. Público: 11.134 pagantes. Renda: R$ 287.118,00

Melhores momentos: São Paulo 2 x 0 Portuguesa pelas quartas de final do Paulistão 2011






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