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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quarteto do São Paulo se coloca à disposição para jogar Copa do Brasil

Nem o cansaço depois de dois meses longe de casa desanima os jogadores do São Paulo, campeões do Sul-Americano sub-20 com a Seleção Brasileira. Nesta segunda-feira, no desembarque da delegação em Cumbica, Lucas, Casemiro, Henrique e o novato Willian José demonstraram a intenção de reforçar o Tricolor na estreia da Copa do Brasil. Quarta-feira, o time pega o Treze-PB, em Campina Grande. Os três primeiros já foram confirmados pelo técnico Paulo César Carpegiani para integrar o elenco tricolor na disputa.

- Já vou conversar hoje mesmo (segunda) com o Carpegiani, mas estou à disposição para o que ele precisar - garantiu Lucas, logo após o desembarque da equipe nacional.

No domingo, depois da vitória por 3 a 2 sobre a Portuguesa, o técnico manifestou a intenção de utilizar Lucas como titular, ao lado de Fernandinho e Dagoberto. Não chegou a falar sobre Casemiro, mas o volante também já se colocou prontamente às ordens do comandante.

- Tenho certeza de que o Carpegiani estava de olho no Sul-Americano, ele pode contar comigo quando quiser – disse o volante.

Além da dupla, que deve ser titular do Tricolor ao longo da temporada, os atacantes Henrique e Willian José buscarão espaço no elenco. Willian, recém-contratado junto ao Grêmio Prudente, já conseguiu ao menos uma conquista no São Paulo: a camisa.

- Vou usar a 19, e é um número que me agrada muito - comemorou o novo atacante.

Por Diego Ribeiro

São Paulo

Juvenal dá de ombros para oposição são-paulina e vê reeleição como justa

No comando do São Paulo desde 2006, Juvenal Juvêncio acredita que tem gás para dirigir o clube por mais tempo. Apesar de não confirmar sua candidatura ao cargo para as eleições, marcada para abril, ele debochou da oposição tricolor e disse considerar justa sua reeleição ao posto.

- Acho justíssimo. O São Paulo precisa de competência como está tendo. Não sou candidato ainda, não sei se serei. Se for, é justo - disse o mandatário, durante evento para receber a Taça das Bolinhas, oferecida pela Caixa Econômica Federal pelas cinco conquistas alternadas do Brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006 e 2007).

Juvenal também deu de ombros para os protestos da oposição tricolor, sobre a possibilidade de ser novamente candidato à presidência. Comenta-se nos bastidores do Morumbi que o grupo pode entrar na Justiça para tentar impedir sua reeleição pelo clube.

- A oposição nem existe... Mas podem entrar, é democrático. Estão falando que entraram na Justiça por causa dessa Taça (das Bolinhas). Vivemos um regime democrático.

O mandatário também procurou negar que seu empenho em ter a Taça das Bolinhas no Morumbi tenha a ver com um ato político para seguir no clube.

- Não tem nada a ver com reeleição. Isso aqui é um fato histórico, que está há 20 anos em discussão. É um troféu que nos pertence e estamos levando para a nossa casa.

Por GLOBOESPORTE.COM

São Paulo

Fla vai à Justiça pedir o regresso da Taça das Bolinhas à sede da Caixa


A tentativa do Flamengo de impedir a entrega da Taça das Bolinhas ao São Paulo fracassou. Em cerimônia realizada no Tribunal Federal Regional da capital paulista, no início da tarde desta segunda-feira, a Caixa Econômica Federal, criadora do troféu, fez a entrega ao presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio. O clube do Morumbi é considerado oficialmente pela CBF o primeiro a conquistar cinco vezes o título de campeão brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006 e 2007). Na madrugada, o departamento jurídico rubro-negro obteve uma liminar no Tribunal de Justiça do Rio que proibia a entrega, mas a manobra acabou ignorada.


- Ainda hoje o Flamengo vai comunicar na Justiça que a decisão liminar não foi cumprida. É um absurdo. Inclusive a CBF fica em maus lençóis e vai ter de arcar com a multa de R$ 500 mil (a pena também se aplica à CEF). Se a taça foi entregue a mando da CBF, tinha de providenciar o cancelamento da cerimônia – disse o vice jurídico do Flamengo, Rafael de Piro.

Segundo a assessoria de imprensa da CBF, a iniciativa de entregar a Taça das Bolinhas ao São Paulo partiu da Caixa Econômica Federal e a entidade sequer tomou conhecimento da cerimônia. O Flamengo contesta.


- A taça está sendo entregue a mando da CBF. A taça não é da Caixa. Não foi a Caixa quem quis entregá-la. Está sendo entregue em razão de uma decisão da CBF, que tem a obrigação legal de obter o regresso do troféu.


O Flamengo não desiste de ser reconhecido como campeão brasileiro de 1987, o que faria do clube o primeiro pentacampeão do nacional e lhe daria o direito de receber o troféu. O Rubro-Negro alega que a CBF ainda não se posicionou sobre um pedido de revisão do caso. Em abril do ano passado, a entidade anunciou que entregaria a taça ao São Paulo, o que não ocorreu. Na época, o Flamengo enviou documentos à entidade (com o clube paulista reconhecendo a conquista dos cariocas), num pedido de reconsideração da decisão tomada. Foram apresentadas a ata da reunião de 88, que reconhece Flamengo e Internacional como campeão e vice-campeão de 1987, sem necessidade de cruzamento com Sport e Guarani; a ata da reunião extraordinária de 1997, determinando que os dois clubes (Flamengo e Sport) não precisavam ter se enfrentado e que, portanto, são os campeões de 1987; e o ofício de 2007, reforçando a decisão da reunião de 1997.

O regulamento de 1987 obrigava os times do chamado Módulo Verde (Primeira Divisão) a enfrentarem os do Módulo Amarelo (Segunda Divisão). Os clubes da elite fizeram acordo e se negaram a fazer o cruzamento com Sport e Guarani, o que gerou toda a polêmica.


No fim do ano passado, quando a CBF decidiu unificar os títulos nacionais conquistados antes de 1971, o Flamengo tinha esperança de que a Copa União de 1987 fizesse parte da cerimônia. Na ocasião, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, disse que não poderia fazê-lo por conta da decisão judicial que considera o Sport campeão naquele ano. Patricia Amorim, presidente do Flamengo, respondeu com ironia ao dirigente e prometeu lutar na Justiça pelo reconhecimento.


O troféu Caixa Econômica Federal foi criado em 1975, por meio de um concurso vencido pelo artista plástico Maurício Salgueiro, e é composto de 156 esferas de ouro e prata.



Por Richard Souza


Rio de Janeiro

Com Taça das Bolinhas nas mãos, Juvenal diz: 'Vou me deliciar com ela'


A Taça das Bolinhas está nas mãos do São Paulo. Quase um ano depois da decisão tomada pela CBF em abril de 2010, o clube recebeu, nesta segunda-feira, o símbolo por ser considerado oficialmente o primeiro clube a conquistar cinco vezes o título de campeão brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006 e 2007). A Caixa Econômica Federal, criadora do troféu, fez a entrega ao presidente do clube paulista, Juvenal Juvêncio, no auditório do Tribunal Federal Regional.


Além de Juvenal, o goleiro Rogério Ceni, o ex-goleiro Zetti, o vice de futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva, e o ex-governador e ex-presidente do Tricolor, Laudo Natel, estiveram presentes na cerimônia. Sempre irreverente, Juvêncio disse que a taça está nas mãos certas, apesar de o Flamengo ter brigado nos últimos anos para recebê-la. O time carioca não conseguiu o reconhecimento da CBF no título nacional de 1987 porque o Sport foi considerado pela Justiça Comum o campeão.


Por ter permanecido durante anos guardada e sem um dono, a peça precisou passar por um processo de restauração, pois se encontrava oxidada. O troféu, criado pelo artista plástico Maurício Salgueiro, é composto por 156 esferas em ouro e prata, distribuídas em 13 níveis, apoiadas em uma base de jacarandá.


- A taça pertence ao São Paulo. Vou me deliciar com ela, exibir e depois guardar em algum lugar que ainda não escolhi. Essa discussão sobre o dono da taça vai permear a semana ou até os próximos 15 dias, mas isso é do esporte. O Sport foi à Justiça, ganhou em primeira e segunda instância e o caso transitou em julgado, há uma decisão irrevogável - destacou o presidente do São Paulo.


O Flamengo bem que tentou impedir a entrega da taça nesta segunda atravez de uma liminar conseguida no Tribunal de Justiça do Rio, mas a manobra não mudou o curso da cerimônia. Juvêncio reafirmou que o troféu pertencia mesmo ao São Paulo.


- Eu mandei um e-mail para a Patrícia dizendo que cabia mais ao São Paulo receber a taça, pois foi pentacampeão, já é hexa e conquistou ainda três campeonatos seguidos. Só o São Paulo conseguiu isso. Também sou campeão. Três vezes como presidente e em 1986 como diretor de futebol - acrescentou o mandatário.


Entenda a polêmica da Taça das Bolinhas


Durante o período em que foi o troféu oficial dos campeões brasileiros, a peça ficava com o clube vencedor para exposição ao público e retornava à Caixa, proprietária da taça. No entanto, a partir de 1992, a cerimônia de entrega do troféu não foi mais realizada em atendimento a um pedido da CBF por conta da polêmica sobre o campeão brasileiro de 1987. Desde então, a taça ficou em um cofre da Caixa, sendo recentemente restaurada para a entrega.


No fim do ano passado, quando a CBF decidiu unificar os títulos nacionais conquistados antes de 1971, o Flamengo tinha esperança de que a Copa União de 1987 fizesse parte da cerimônia. Na ocasião, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, disse que não poderia fazê-lo por conta da decisão judicial que considera o Sport campeão naquele ano. Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, respondeu com ironia ao dirigente e prometeu lutar na justiça pelo reconhecimento.


No site oficial tricolor, Juvenal Juvêncio publicou neste domingo uma carta para dar satisfação a Patrícia Amorim sobre o caso. Juvenal e Patrícia foram aliados na última eleição do Clube dos 13, ajudando a eleger Fábio Koff. Além da recente proximidade política, existe o delicado fato de a diretoria do São Paulo ter se engajado na criação da Copa União de 87, ano em que os clubes decidiram organizar o campeonato nacional sem a CBF. Na carta, Juvenal é respeitoso, elogia Patrícia, mas diz que não pode abrir mão de um troféu "que materializa o símbolo de algumas das mais importantes conquistas desportivas dessa entidade". Ao mesmo tempo, faz um afago aos rubro-negros, afirmando que "ninguém há de negar, especialmente o SPFC, que teve a honra de participar da própria concepção da competição e ter dela feito parte, a importância e o significado da conquista da Copa União de 1987".


O troféu Caixa Econômica Federal foi criado em 1975, por meio de um concurso vencido pelo artista plástico Maurício Salgueiro, e é composto de 156 esferas de ouro e prata.



Por Julyana Travaglia


São Paulo

Próximo do 100°, Ceni: "Uma hora ele chega"


A torcida são-paulina está em contagem regressiva. Faltam apenas dois. Mas o goleiro Rogério Ceni trata o assunto com naturalidade. No último domingo, o camisa do Tricolor marcou um gol na vitória sobre a Portuguesa, no Canindé, e chegou ao seu 98° na carreira – 55 de falta e 43 de pênalti.

Nesta temporada, ele já marcou três. Além do gol deste domingo, Rogério também deixou sua marca nas vitórias sobre o Mogi Mirim e Linense. Mesmo com a proximidade de mais uma marca importante em sua vitoriosa carreira, o goleiro espera, em primeiro lugar, seguir vencendo os jogos. Como consequência, os gols sairão.


“Uma hora chega o 100°. Se a gente continuar vencendo... o centésimo vai ter o mesmo sabor do que qualquer outro. É bacana quando vem o gol junto com a vitória. Isso mostra o quanto estamos bem. O goleiro está aqui para defender. O gol sim sai do normal de um goleiro”, ressaltou o Ceni.


Rogério Ceni já é um dos artilheiros do time. Além dele, o atacante Dagoberto também está com três gols na temporada. O centésimo se aproxima e a torcida segue na contagem regressiva.



Reportagem do Site oficial do São Paulo F.C.

Melhores momentos: Portuguesa 2 x 3 São Paulo pela 8ª rodada do Campeonato Paulista 2011



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