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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

São Paulo: da América para o mundo!

Vale a pena suar sangue para ter a chance de ser campeão mundial?

Para Junior Cesar, sim. O lateral-esquerdo usou essa expressão para simbolizar a atitude que todos os jogadores do São Paulo terão nesta quinta-feira contra o Internacional, às 21h50, no Morumbi.

E ele não está sozinho. Um grupo de são-paulinos visitou o Memorial da América Latina e pôde conhecer a escultura “Mão”, do renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

A obra de arte e o que ela simboliza tem tudo a ver com o atual momento em que vive o clube. Para explicá-la, Niemeyer começou utilizando as seguintes palavras:

– Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada (...)

Poucos suaram como o Tricolor ao longo da Libertadores. A decisão nos pênaltis contra o Universitario (PER) e o que cada jogador correu contra o Cruzeiro exemplificam a dificuldade a cada passo.

O futebol pobre e desarticulado que o time apresentou semana passada no Beira-Rio é algo que também marcou a campanha.

Para apagar essa má impressão, só a classificação para a final da Libertadores e a consequente vaga no Mundial de Clubes da Fifa, que acontecerá em Abu Dhabi (EAU), interessa para os torcedores.

Estes demonstram confiança no time e estão de corpo e alma na campanha “Eu acredito!”. Nem a necessidade de vencer por dois gols de diferença abala a torcida, que estará em grande número no Morumbi.

Os jogadores entrarão em campo com sangue nos olhos para a partida mais importante do clube no ano. Além disso, a classificação significa a continuidade de Ricardo Gomes no comando e o fim da crise que ronda o Morumbi nas últimas semanas.

Os são-paulinos já viram a “Mão” no Memorial da América Latina. Agora, eles esperam ver a taça da Libertadores, depois a do Mundial, nas mãos de Rogério Ceni. Para isso, é necessário derrotar o Inter nesta quinta-feira.

A ‘Mão’
A escultura foi feita pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1989, especialmente para a inauguração do Memorial da América Latina, localizado na Zona Norte de São Paulo. Ela tem 7 metros de altura e é o principal monumento do local. Na palma, há o mapa da América Latina em baixo-relevo, pintado em esmalte sintético vermelho, lembrando sangue a escorrer. A mão espalmada está estendida para os povos irmãos e representa a união.

A frase
“Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável, capaz de fazê-la independente e feliz.”
Essas foram as palavras de Niemeyer para explicar a criação de sua obra de arte e o momento pelo qual passava o continente latino-americano.
Comparando com o São Paulo, o suor representa a classificação contra o Universitario (PER). O sangue é o que os jogadores prometem dar para vencer o Inter. A pobreza está relacionada com o futebol do jogo de ida.
A segunda parte da frase também tem a ver com o momento do time. O clube não está unido como antes. A classificação diante do Inter reajustaria e uniria o time para conquistar o tetra.

Oscar Niemeyer
Nascido em 1907, no Rio de Janeiro, ele é o principal nome da arquitetura brasileira e um dos maiores do mundo. Seu principal projeto foi a cidade de Brasília, na década de 50.

Alexandre Lozetti

SÃO PAULO

Bruno Quaresma

SÃO PAULO

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