A vitória fez o São Paulo interromper um jejum de cinco jogos (quatro derrotas e um empate) desde que o clube voltou da parada da Copa do Mundo. Na quinta-feira, o time tricolor tem um jogo decisivo contra o Inter pelas semifinais da Libertadores. No duelo de ida, os gaúchos venceram por 1 a 0 no Beira-Rio.
O triunfo deste sábado no Morumbi serviu também para atenuar a rusga do São Paulo com a sua torcida, que protestou antes da partida dizendo que ganhar a Libertadores é obrigação. Apenas o goleiro Rogério Ceni saiu ‘ileso’ da manifestação pacífica.
O São Paulo mostrou uma postura diferente desde o início do jogo. Mais ativo e vibrante, o time tricolor buscou o ataque a todo momento, contra um Ceará muito acuado e que só se preocupou em se defender.
O novo ataque do time tricolor teve um bom desempenho, apesar da falta de entrosamento. Fernandinho pela esquerda e Ricardo Oliveira centralizado obrigaram o goleiro Diego a trabalhar bastante.
Ricardo Gomes mudou o esquema tático do São Paulo contra o Ceará, passando do 3-5-2 para o 4-4-2, com Xandão atuando como um falso lateral e Jean de volante no meio. Porém, o time ficou ‘capenga’, pois só jogava pelo lado esquerdo do campo.
O zagueiro Alex Silva foi o destaque pelo alto. O jogador cabeceou três vezes com perigo: em duas, a bola passou perto da trave. Na outra, o goleiro Diego espalmou para escanteio.
Com o 0 a 0, chuva de vaias no intervalo para os são-paulinos. Os torcedores pediram raça para os jogadores e hostilizaram o técnico Ricardo Gomes, mas Hernanes minimizou o fato: “Estamos bem. Vai sair o gol, a gente vai vencer e com certeza sair dessa fase. A torcida vai apoiar e lotar o Morumbi”.
O jogo caminhava para um empate sem gols entre as equipes, pois tanto o ataque do São Paulo quanto o do Ceará não conseguiam superar as barreiras defensivas. O técnico Ricardo Gomes promoveu as entradas de Fernandão (no intervalo) e Dagoberto, que até o meio do segundo tempo não estavam funcionando.
Porém, em dois minutos tudo mudou. Aos 21min, mais uma vez na bola aérea (a melhor arma do São Paulo na partida), Fernandão deixou a sua marca. Aos 22min, em bobeira da defesa do Ceará, Ricardo Oliveira, que em tese só aguentaria 45 minutos de jogo por falta de ritmo, foi lançado, deu um pique e marcou com categoria.
Poucos minutos depois, o camisa 99 saiu extenuado de campo. Mas a ‘fatura’ já estava liquidada, apesar de o Ceará ter descontado o placar com Erick Flores e ter reclamado de pênalti em Washington no final.
Após ter a sua previsão do intervalo concretizada, Hernanes elogiou a postura do São Paulo na vitória contra o Ceará. "A gente procurou o gol o tempo todo, não tinha feito um jogo como esse depois da parada da Copa do Mundo. Valeu pelo espírito".
SÃO PAULO 2 x 1 CEARÁ
SÃO PAULO
Rogério Ceni; Xandão (Fernandão), Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Jean, Hernanes, Cleber Santana e Marlos; Fernandinho (Dagoberto) e Ricardo Oliveira (Casemiro)
Técnico: Ricardo Gomes
CEARÁ
Diego; Oziel, Anderson, Fabrício e Ernandes; Heleno (Aílton), Careca, João Marcos (Erick Flores) e Geraldo (Tony); Misael e Washington
Técnico: Estevam Soares
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo
Data: 31/07/2010, sábado
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR/Fifa)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Bruno Boschilia (PR)
Público: 11.793 pagantes
Renda: R$ 242.050,59
Gols: Fernandão (São Paulo), aos 21min, Ricardo Oliveira (São Paulo) aos 22min e Erick Flores (Ceará) aos 39min do segundo tempo
Cartões amarelos: Miranda (São Paulo), Geraldo (Ceará)
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