O menino de Sinop, no Mato Grosso, fez história. Há 20 anos, Rogério Ceni chegou ao São Paulo para um teste na equipe. Gilberto Moraes, preparador de goleiros na época, foi o responsável pela vida vitoriosa de Ceni no clube, ao aprová-lo no teste inicial.
"Naquele dia fizemos uma avaliação completa do Rogério Ceni e no final do treino mandei inscrevê-lo. Pude perceber no treinamento que ele tinha predicados e muito potencial para nos ajudar bastante", explicou Gilberto.
Experiente e chamado pelos companheiros de clube de "patrão", Ceni rejeita o rótulo. Mas é inegável sua importância no São Paulo. Dentro do CT, não há quem não o admire. Sérgio Rocha, preparador físico, vai mais além e chama Rogério de lenda.
"Ele veio fazer as avaliações aqui e eu tive a oportunidade de poder aquecê-lo. Ele foi muito bem. O Rogério sempre foi diferenciado. É um líder, se consagrou. Na verdade para mim ele é uma lenda", elogiou Sérgio.
Com a camisa do São Paulo, não tem nenhum jogador com mais jogos do que Rogério. Ao todo, são 874 partidas. Além disso, o goleiro se destaca pelos seus gols. Maior goleiro-artilheiro do mundo, o são-paulino já deixou sua marca em 85 oportunidades.
Ao longo destes 20 anos de clube, títulos não faltaram a Rogério. Campeonato Paulista, Brasileiro, Libertadores, Mundial, Rio-São Paulo... Todas as competições já tiveram a assinatura do capitão tricolor.
E no dia que completa 37 anos, Rogério falou sobre sua carreira, vida no São Paulo e a obsessão por mais uma conquista da Copa Libertadores.
Confira trechos da entrevista:
Como é completar 37 anos, sendo que 20 foram dedicados ao São Paulo?
Isso é importante. É uma data especial para mim. Espero que possamos comemorar com um grande título, como a Libertadores. Desde 2005 não vencemos esta competição e acho que chegou o momento certo.
E por falar em Libertadores, esta é sua principal motivação para temporada?
Vamos torcer para formar um time competitivo, da altura da tradição do São Paulo. Essa é minha grande motivação. Motivação maior que estar aqui não existe. E o quarto título da Libertadores seria fantástico. Isso motiva qualquer jogador.
Dentro do grupo, você tem um respeito muito grande. Como é ter este reconhecimento dos seus parceiros de trabalho?
Aqui todo mundo se respeita. Cada um tem seu espaço, momento e tem o direito da palavra. O patrão deles é o Juvenal (risos). Isso é um momento de descontração deles, de brincadeira.
O Sérgio Rocha falou que te considera uma lenda no futebol brasileiro. Você se sente assim?
Eu agradeço ao Sérgio. Crescemos juntos aqui dentro. É um cara especial. Mas é difícil falar sobre essa coisa de lenda. Eu sei das coisas que eu fiz aqui. Sei o quanto ajudei até hoje e espero ajudar ainda mais. O reconhecimento vem com o passar dos anos pelo público.
Você não se considera uma lenda, mas acha que é o melhor jogador da história do São Paulo?
Nenhum comentário:
Postar um comentário