Dos três, quem mais preocupa é Borges, que recebeu o cartão vermelho por ter dado uma cotovelada no volante Túlio. Denunciado no artigo 253 (agressão física), poderá receber um gancho que varia de 120 a 540 dias. Dagoberto, que foi excluído da partida por dar um carrinho por trás no mesmo adversário, teve seu nome incluído no artigo 254 (jogada violenta), que prevê suspensão de duas a seis partidas. Já Jean, que fez uma falta já nos descontos da partida, será julgado no artigo 250 (ato desleal ou inconveniente), cuja pena varia de um a três jogos.
Mesmo após o advogado do clube, Roberto Armelin, ter dito que o caso de Borges inspira muitos cuidados, o técnico Ricardo Gomes mantém a tranqüilidade e deixa claro que espera contar com os três atletas na partida de domingo, contra o Botafogo, que será realizada no Engenhão.
- Eu não espero surpresas no julgamento. Acredito no bom senso de quem vai julgar. O São Paulo não será prejudicado. Conto com os três na partida contra o Botafogo. Na minha cabeça, o time está praticamente definido – afirmou o treinador.
Ricardo Gomes usou um lance polêmico ocorrido na Copa do Mundo de 1998 para pedir coerência aos auditores do STJD, que denunciaram os três atletas com base nas imagens da televisão.
- Em 1998, no jogo Brasil e Noruega, o juiz deu um pênalti do Júnior Baiano no atacante que não me lembro o nome (Flo). Todos nós trucidamos o juiz porque só tínhamos uma tomada de câmera. Só que aí, surgiu outra imagem e todos mudaram de opinião. Para julgar por imagens, é preciso ter todos os ângulos. Caso contrário, é grande o risco de errar – lembrou o comandante são-paulino.
Marcelo Prado
São Paulo
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