Alex Dias chegou ao São Paulo em fevereiro de 2006 e foi embora em dezembro, com o título brasileiro na bagagem. Mas a camisa do clube o acompanha desde os sete anos de idade. Às vésperas da possível conquista do heptacampeonato, é hora de tirá-la do armário.
De férias em Goiânia, após rescindir contrato com o Vila Nova, o atacante será mais um são-paulino ansioso por comemorar no Serra Dourada.
Alex Dias já defendeu 13 clubes profissionalmente na carreira, mas garante que, nas apresentações, beijou somente uma camisa.
– Só a do São Paulo, que é meu time, sempre foi. Beijei outras em comemorações de gol, mas o orgulho maior da carreira é ter vestido esse manto – afirma o jogador, com o símbolo do Tricolor entre seus dedos.
Com o Serra Dourada, palco da decisão deste sábado, ao fundo, Alex comprovou mais uma vez que não é são-paulino da boca para fora. Citou gols antigos e avaliou o momento do time, sempre em tom apaixonado.
– Com a saída do Muricy, aquele tumulto e a chegada do Ricardo Gomes, todo mundo pensou que iria desandar, mas o Ricardo administrou a confusão e teve paciência. O São Paulo é forte porque a única preocupação do jogador é jogar. O salário é pago em dia, a torcida é maravilhosa, poucos têm um CT e um estádio como aqueles – derrete-se o atleta.
Aos 37 anos, Alex Dias não tem a ilusão de retornar ao clube do coração, mas ainda tem esperança de estreitar novamente laços com o Tricolor. Elas passam por Alex Júnior.
– Se meu filho de sete anos seguir a carreira, meu sonho é vê-lo jogar no São Paulo como o pai – revela.
Enquanto o Júnior não cresce, o pai só torce – e muito – pelo hepta!
Bate-Bola com Alex Dias - Campeão em 2006
Quase três anos depois de sair do São Paulo, continua sofrendo quando assiste ao time jogar?
Sofrendo não, só torcendo. O meu São Paulo sempre chega! Tenho amigos lá, ligo sempre para o Rogério Ceni, o Renato Silva... Era um sonho de criança jogar no São Paulo, desde aquela máquina de Careca, Silas e Muller. Eu tinha pôsteres do time no quarto, ganhava aposta dos palmeirenses e corintianos na escola. Foi um momento fantástico.
Por que você é são-paulino?
Ah, desde os sete anos, quando já batia pelada, o São Paulo era uma máquina. Eu me lembro de um gol do Careca contra o Fluminense, depois de um lateral do Nelsinho. Depois vi o time do Telê, joguei contra pelo Remo. O São Paulo é minha vida.
E vai ser campeão de novo?
Será difícil contra o Goiás, mas os rivais também têm partidas complicadas. Confio mais no São Paulo. Vamos ganhar!
Você encerrou a carreira?
Não, quero jogar até os 40. Há times do interior de São Paulo interessados, mas de repente pode pintar algo no Rio de Janeiro, com o América. Vamos esperar.
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