
O atacante Washington não é titular, não é unanimidade entre os torcedores e não tem permanência garantida no São Paulo para o ano que vem.Nem parece o mesmo atacante, Washington, responsável por evitar derrotas nos dois últimos jogos no Morumbi, artilheiro da equipe em 2009, no Campeonato Brasileiro e perto de se tornar o maior goleador do Tricolor na mesma temporada desde a saída de Luís Fabiano, camisa 9 da Seleção Brasileira.
O gol marcado contra o Coritiba, na última quarta-feira, foi o 24º em 47 partidas no ano. O Coração Valente se aproximou da marca alcançada por Borges, adversário na disputa pela vaga, no ano passado.
E o número poderia ser ainda maior, caso Washington fosse presença constante entre os titulares.É o que assegura o artilheiro...
– É uma média regular porque é a média de um centroavante que chegou a uma equipe nova, teve muitas dificuldades. Mas, em se tratando do Washington dos últimos anos, é um número ruim. A minha média é muito mais alta, isso não é aquilo a que estou acostumado a fazer.
No próximo sábado, contra o Flamengo, no Maracanã, a expectativa é a de que o camisa 9 recupere a condição de centroavante titular. Borges ganhou espaço após sair do banco e garantir a vitória por 2 a 1 diante do Cruzeiro.
Na ocasião, Ricardo Gomes justificou a substituição, afirmou que não poderia desperdiçar o bom momento do camisa 17. Se mantiver a coerência, Washington é favorito a fazer dupla com Dagoberto no Rio.
– Quando saí da equipe pela primeira vez, logo depois da perda da Libertadores, concordei. Eu não estava bem, assim como toda a equipe. Agora, acho que saí num momento bom, mas as oportunidades estão aparecendo e vou tentar buscar um lugar no time de novo – comparou.
A partida do próximo sábado, abre a série de dez restantes para o fim do ano. E, possivelmente, para o fim da passagem de Washington pelo Morumbi.
Seu contrato termina no fim do ano e, até agora, não houve movimentação para que seja renovado. Mas o goleador mantém esperanças de escrever seu nome na História.
– Não gosto de sair de um clube sem ter feito algo importante. E acho que ainda não fiz pelo São Paulo. Penso muito no presente e ainda quero conquistar o título brasileiro.
Confira o bate-bola com o atacante
LANCENET!: Mesmo não tendo disputado tantos jogos, ou sido titular durante toda a temporada, você está com esse número de gols. Isso mostra que vale a pena manter um Washington no grupo?
WASHINGTON: Acho que demonstra isso mesmo. Não fiz um ano regular porque fiquei muitas vezes no banco, em outras partidas eu saí antes do fim. E já fiz muitos gols no fim dos jogos. Isso fez com que a média caísse um pouco, mas é um número considerável, pode ser o maior dos últimos anos. Vale a pena ter sim. Imagine se eu tivesse uma condição melhor de jogo, ou jogado um pouco mais. De repente, a média poderia ser ainda melhor.
L!: Faltam dez jogos para acabar o Campeonato Brasileiro. Pensa em disputar todos para tentar aumentar ainda mais a média?
W: Claro. Antes da expulsão contra o Corinthians, já havia dito que não poderia mais perder jogo nenhum. Infelizmente aconteceu, acabei ficando fora contra o Náutico. É muito difícil eu ficar fora. Posso até me machucar e, mesmo assim, ir para o jogo, como já aconteceu duas vezes aqui. Quero disputar os dez jogos, isso com certeza vai me ajudar a aumentar a média de gols e poderei ajudar o São Paulo a tentar alcançar o objetivo maior, que é o título brasileiro.
L!: E se o Ricardo disser, antes do jogo contra o Flamengo, que você vai começar no banco novamente. O que passará por sua cabeça?
W: Se eu tiver de ficar no banco novamente, estarei em uma situação muito melhor do que já estive antes. Já fiquei no banco em um momento ruim, meu e do time. Agora é diferente. Claro que ficarei triste, como sempre fico, mas respeitando a decisão do treinador, aquele que entra em campo e em uma condição melhor, mais confiante, pois sei que poderia estar atuando como titular.
L!: Caso termine o ano só com a vaga na Libertadores, você vai se sentir frustrado de alguma forma?
W: Ah, sim. Por não ter conquistado os títulos que disputamos. Jogar numa equipe com o São Paulo, com essa camisa, e não conquistar títulos, fica um pouco de frustração. Mas, dos males o menor, se não formos campeões, que o São Paulo fique, pelo menos, com uma vaga na Libertadores.
L!: Concorda com o Hernanes, que acredita em milagres, ou com o Ricardo, que não vê mais direito ao erro até o fim do campeonato?
W: Acho que uma coisa leva à outra. Não podemos errar até o fim, com certeza. E, não errando, podemos chegar ao milagre, que talvez sejam tropeços do Palmeiras.
Alexandre Lozetti
SÃO PAULO
Gabriel Saraceni
SÃO PAULO
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