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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bosco e Washington: energia para 2010

O São Paulo teve 14 guerreiros, mas apenas dois heróis na vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, na quarta-feira: Washington e Bosco.

Em comum, o fato de que pode ter sido um dos últimos jogos da dupla com a camisa tricolor.Especial do goleiro, que só voltará a atuar caso Rogério Ceni tenha problemas com lesões ou suspensões.

Ambos terão o contrato encerrado no fim deste ano. A atuação no triunfo diante do Colorado poderá ser decisiva para o heptacampeonato e, consequentemente, para que Washington e Bosco permaneçam.

– Não sei quantos passos preciso dar. Depende muito do rendimento, mas entrei em campo nos últimos dois jogos (contra Náutico e Inter) procurando não pensar nisso. Ainda tenho dois meses de contrato, não posso pensar lá na frente e não fazer bem meu trabalho. Pode ter sido um passo importante – admite o goleiro.

Os salvadores não são os únicos nessa situação. Os compromissos de Rodrigo, Hugo e Borges também terminam em dezembro. Do quinteto, quem mais tem chances de ficar é Bosco. Campeão mundial em 2005, o goleiro jamais lamentou sua condição de reserva. Pelo contrário. Após impedir a derrota para o Internacional, voltou a afirmar que Rogério Ceni é insubstituível na meta tricolor.

Contra ele, pesa o fato de que a comissão técnica pensa em investir no jovem Denis, de 23 anos, para assumir a posição quando os veteranos se aposentarem. Passar a ser reserva imediato de Ceni seria uma etapa importante na trajetória do goleiro.

Já o centroavante, apesar dos 26 gols na temporada, ainda não conseguiu convencer a diretoria, que vê com ressalvas os 35 anos completados em 2010. O empenho exibido nas últimas rodadas é justificável. O Coração Valente sabe que pode ser uma das últimas chances de conquistar um título brasileiro. Feito importante na carreira de quem é o maior artilheiro de uma edição da competição: 34 gols pelo Atlético-PR em 2004.

Quem deseja vestir a camisa do São Paulo em 2010 tem mais seis partidas para convencer os dirigentes. E o hepta seria um belo argumento.

LANCEPRESS!

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